Papão é condenado a pagar R$ 6.600 em multas

13/08/2012

 

Em julgamento realizado na nesta segunda-feira (13) no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o Paysandu recebeu multa de R$ 6.600 e conseguiu a absolvição do jogador Yago Picachu. Os processos envolviam acontecimentos da partida entre Papão e Fortaleza, ocorrida em 16 de junho, no estádio Mangueirão, em Belém. As multas que os bicolores terão que pagar são oriundas de duas denúncias contidas na súmula daquele jogo.

Na primeira, a equipe alvi-celeste foi acusada de atrasar o início da partida em 10 minutos, fato que segundo o artigo 206 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) pode gerar multa de R$ 100 a R$ 1.000 por minuto atrasado. O advogado bicolor, Renato Brito Neto, justificou o atraso alegando que um acidente causou um engarrafamento que impediu a chegada da delegação bicolor a tempo no local da partida. Mesmo com a justificava, os juízes resolveram punir o Paysandu em R$ 3.600.

A outra penalidade é oriunda de problemas no comportamento da torcida do Papão, que segundo a acusação, atirou duas garrafas ao gramado naquele jogo. A primeira garrafa foi arremessada aos 47 minutos do segundo tempo em direção ao jogador Rafael do Fortaleza, que se preparava para cobrar escanteio; e a segunda garrafa foi atirada ao gramado após o fim da partida. O Paysandu foi multado em R$ 3.000 com base no artigo 213, inciso III (por duas vezes). A penalidade poderia ter chegado a R$ 200 mil, pois o dispositivo prevê multa de R$ 100 a R$ 100 mil. O advogado bicolor alegou que as garrafas não atrapalharam o bom andamento da partida.

Os juízes resolveram absolver o lateral-direito do Papão, Yago Picachu, que já havia cumprido suspensão automática por ter sido expulso na partida contra o tricolor cearense. O atleta foi acusado pela Procuradoria do STJD com base no artigo 258 do CBJD, acusados de “assumirem qualquer conduta contrária à ética desportiva”. A pena varia de uma a seis partidas de suspensão. O advogado Renato Brito alegou que o jogador havia caído pelo contato com o zagueiro do Fortaleza e não por simular falta e tentar induzir o árbitro do jogo ao erro.

(Felipe Melo/DOL, com informações da Justiça Desportiva)

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