Ganso minimiza protesto e reitera elogios aos rivais

26/08/2012

 

São Paulo, SP, 25 (AFI) – Alvo de protestos da torcida santista no clássico deste sábado, Paulo Henrique Ganso minimizou as manifestações das arquibancadas e reiterou os elogios que fez aos rivais. Nesta semana, o meia disse que seria “um prazer” defender o São Paulo, que havia feito proposta já rejeitada pela diretoria do Santos.

“Não é a primeira vez que isso acontece [protestos]. Ano passado foi a mesma coisa, mas tenho a cabeça boa. Minha vontade é jogar pelo Santos, mas acontecem tantas coisas fora de campo que fico chateado. Joguei machucado pelo Santos, isso ninguém fala”, reclamou o meia, após atuação discreta na vitória sobre o Palmeiras, por 2 a 1.

Ganso fez questão de destacar que não estava arrependido das declarações polêmicas de que gostaria de atuar por outros clubes. Foi uma resposta ao coro da torcida neste sábado: “Não é mole, não, tenha mais respeito com a camisa do Peixão”, cantava parte da arquibancada do Pacaembu.

“Não me arrependo das declarações. São Paulo, Palmeiras, Santos, Inter são clubes que nunca se pode descartar. Mas estou ajudando o Santos a sair como vencedor”, completou, reiterando seu interesse em permanecer no clube.

Grande destaque da partida, ao marcar os dois gols santistas, Neymar tentou blindar o companheiro. “É meu amigo pessoal quero vê-lo feliz e do meu lado, e para mim ele está jogando bem, o Ganso de sempre”. Antes do jogo, o presidente Luis Álvaro não escondeu a insatisfação com a polêmica sobre o interesse do São Paulo sobre Ganso. “Estou de saco cheio”, declarou.

Nota
Antes do clássico deste sábado, o superintendente de futebol do Santos, Felipe Faro, tentou encerrar a polêmica com o São Paulo. O relacionamento entre os dois clubes ficou abalado depois que o técnico Ney Franco revelou ter rabiscado um esquema tático no São Paulo já contando com a aquisição de Ganso.

Na noite de sexta-feira, o Santos emitiu nota oficial repetindo seu desinteresse por qualquer negociação envolvendo o meio-campista. “Não foi uma repúdio às declarações do Ney Franco. Foi uma posicionamento oficial do clube”, explicou Faro, em entrevista à Rádio Estadão/ESPN.

“Existe uma multa e, quem pagar, leva, como acontece em qualquer clube. Não existe um desejo de vender o Ganso. A nota foi uma maneira de concretizar o desejo da diretoria de que não há negociação e que o Santos não está disposto a vender o Ganso”, reiterou.

Para o superintendente, a polêmica está prejudicando o desempenho do Santos, que disputou o primeiro jogo da final da Recopa na quarta-feira. “O Santos não demorou dez minutos para recusar (a proposta do São Paulo). Isso deveria ter morrido ali. As declarações que vieram depois disso não foram feitas no momento adequado, não foram externadas da maneira adequada. Não são declarações que deveriam ter sido dadas pelo treinador do São Paulo”.

Faro afirmou ainda que Ganso foi infeliz nas declarações que deram a entender que ele gostaria de jogar no São Paulo. “O Ganso foi infeliz na declarações. Mas vejo que a cabeça dele está no Santos”, afirmou.

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