A vitória para seguir lutando pelo acesso

29/09/2012

 

Nas últimas três partidas que o Paysandu fez no Campeonato Brasileiro da Série C, o discurso da comissão técnica e dosjogadores foi de que aquelas partidas seriam decisivas. Todos falavam que apenas a vitória recolocaria o Papão na briga por uma vaga à segunda fase. Só que os pés não vêm acompanhando avelocidade  das falas dos jogadores, que não cansam de garantir que o grupo é bom, que o time está entrosado. Na opinião deles, falta apenas sorte no momento da conclusão das jogadas. A equipe acumula seis partidas sem vencer e amarga a sétima posição na tabela de classificação.

Para o jogo de hoje à noite, às 19h, no Zinho de Oliveira, o time do técnico Lecheva precisa entrar em campo com amuletos da sorte para acabar a maré de azar e, assim, tentar superar a invencibilidade do adversário quando joga em seus domínios.

Até agora, Paysandu e Águia de Marabá se enfrentaram seis vezes no Zinho de Oliveira em jogos pela Série C e a equipe marabaense contabiliza quatro vitórias e dois empates. O técnico do Azulão, João Galvão, que disse ter sido procurado pela diretoria do Paysandu para assumir o comando bicolor após Givanildo Oliveira ter pedido as contas, também não vive uma situação confortável. Com os mesmo 16 pontos que o Papão, os marabaense precisam da vitória diante de seu torcedor para assumir umas das posições no G-4 e ainda se distanciar da zona de rebaixamento.

Então, o confronto entre os paraenses, válido pela 14º rodada, é o divisor de águas para ambas as equipes. Uma vitória para um dos lados marca uma sobrevida na competição. Já o outro lado se conscientizará em concentrar o restante das suas forças para evitar zona de risco que leva dois times à Série D. Se o empate acontecer, seria pouco, muito pouco para as pretensões das equipes.

Zinho Oliveira gera receio nos bicolores

Todas as vezes que o Paysandu tem que enfrentar o Águia de Marabá, no Zinho de Oliveira, as declarações do presidente bicolor, Luiz Omar Pinheiro, sobre as condições de jogo do estádio marabaense vem à tona. Segundo o mandatário bicolor, as instalações e os gramados são de péssima qualidade.

Restringido ao piso da partida, os jogadores do Papão são unânimes: a grama do estádio não facilita o toque de bola, além de ser duro e pedregoso. Mas a dificuldade de jogar em um gramado ruim atinge as duas equipes. A resposta de porquê é tão difícil vencer o Águia em Marabá ainda permanece em branco, até mesmo para o volante Vanderson, que é um dos mais experientes do plantel. “É uma pergunta meio difícil de responder. Eu acho que porque o Águia conhece as dimensões do campo. Estava conversando com o Leandrinho que o Águia tem uma facilidade enorme de tocar a bola, de sair jogando, e os adversários que vão jogar lá é na base do chutão, na base do bate-bola, e o adversário não tem a capacidade de sair jogando e ficar com a bola”, analisa Vanderson.

Além das complicações naturais do Zinho de Oliveira, um incidente com o lateral aguiano Stanley chamou a atenção para outro fator de perigo: detritos no gramado. Stanley sofreu um corte profundo no pulso ao se machucar em um vidro que estava dentro das quatro linhas, durante o treinamento de quinta-feira. “Não sei se foi ano passado ou neste ano que um jogador do Águia se machucou no muro, eu acho que fica muito perto, é um perigo grave”, diz Vanderson, seguindo “Porque a qualquer momento, tu podes se machucar no muro ou na grade”, cita o bicolor, que pede uma revisão por parte de FPF e CBF sobre as reais condições de jogo do Zinho de Oliveira. “Mas isso não é desculpa, e espero que o jogador (Stanley) possa voltar a trabalhar”, completa.

(Diário do Pará)

Deixe uma resposta

Você precisar fazer login para comentar.