Águia está credenciado a derrubar o Paysandu

29/09/2012

 

Pedido de demissão de meia, suposta proposta do Paysandu para o técnico João Galvão e até falecimento de pai de zagueiro. Tudo parecia acontecer essa semana em Marabá. Mas, nada está tão ruim que não pode piorar. Surgiram dois novos problemas de última hora para a comissão técnica do Azulão. Primeiro, o lateral-direito Stanley cortou a mão e deixou o treinamento da noite da última quinta-feira direto para um hospital de Marabá. Depois, o atacante Danilo Galvão, filho de João Galvão, sentiu dores na coxa e também saiu mais cedo. O lateral foi descartado do jogo de logo mais, enquanto, o atacante segue em observação do departamento médico até horas antes de a bola rolar.

Sendo reserva do time, a situação de Danilo não é tão preocupante. O caso de Stanley, no entanto, foi mais grave. Ele sofreu um corte profundo e perdeu muito sangue no Zinho de Oliveira. Temendo algo pior, o departamento médico do Águia encaminhou o jogador diretamente à um hospital para passar por uma cirurgia. O aguiano só foi liberado depois das 19 horas de ontem. Prudente, a comissão técnica do Azulão não vai utilizá-lo. O substituto direto, Mocajuba está suspenso para o jogo. Assim João Galvão irá improvisar outro ala, o direito, Léo Rosas, no lado esquerdo. Essa será a terceira modificação na equipe que vai no 4-4-2.

Além de Léo Rosas, o meia Juliano e o volante Analdo retornam ao quadrado de meio de campo nos lugares de Marquinhos (que pediu para deixar o clube) e Daniel (suspenso), respectivamente.

Analdo, por sinal, volta a vestir a camisa do Águia depois de quase dois meses se recuperando de uma lesão. Os companheiros do apoiador comemoram. “O Analdo é um grande jogador. Tem experiência e uma marcação muito forte. Sem dúvida irá ajudar bastante”, elogia o zagueiro Roberto.

Três pontos e a paz volta a imperar

Os números representam um aproveitamento de 41% do Águia na competição que, por coincidência, é o mesmo do Paysandu, o rival de logo mais no Zinho de Oliveira. Em meio a essa estatística irregular e os problemas de última hora, somente uma vitória sela a paz em Marabá.

Afinal de contas, com mais três pontos, o Azulão deixar o Papão para trás e entra no G-4 restando apenas mais quatro rodadas para o fim da primeira fase da Série C. “A missão vai ser difícil, mas nosso time está cheio de homens que quererem subir para a Série B”, acredita Galvão.

Porém, além dessa força de vontade, outro fator pode está faltando para o Azulão engrenar: a sorte. “Estamos jogando muito bem em casa, ainda não perdemos. Mas, fora, estamos vacilando e não conseguindo as vitórias. Acho que está faltando mesmo é sorte para gente, porque fazemos bons jogos, mas, não conseguimos os gols. Então, muitas vezes, não adianta ter só a técnica”, opina o zagueiro Roberto.

Contudo, outra questão que atrapalha é o alto índice de gols sofridos na competição: 24. Ao lado de Treze e Guarany de Sobral, os aguianos possuem a pior zaga. Mas, novamente, o próprio zagueiro do Azulão também tem uma explicação. Dessa vez, ela passa pela marcação. “Acho que se não está bem lá na frente, não vai bem atrás. O time todo precisa marcar e ter mais atenção em todos os momentos”, aconselha Roberto.

(Diário do Pará)

Deixe uma resposta

Você precisar fazer login para comentar.