Lecheva mira o acesso e o título

05/11/2012

 

Parece haver algo especial envolvendo o trabalho do técnico Ricardo Mendes, o Lecheva. Dos três técnicos do time na Série C, ele é o de menos vistoso curriculum e o que conseguiu o melhor desempenho. Para Harison, o maior conhecimento do treinador sobre o elenco é um diferencial. “O Givanildo vinha fazendo um bom trabalho, tanto que, se você olhar, o time mudou pouco da formação dele pro Lecheva”, afirmou. Discípulo confesso de Givanildo Oliveira, o técnico bicolor faz questão de destacar a importância do trabalho dos técnicos que passaram antes dele. “Tem muito do trabalho mesmo do Davino na equipe que hoje joga. Se o acesso vier, quero destacar que todos contribuíram”, diz Lecheva.

Apesar de ainda ser jovem na profissão, Lecheva se mostra decidido em suas posições como treinador. “Não vamos para Macaé para nos defender 90 minutos, não sabemos jogar dessa forma e vamos dar muito espaço para eles se o fizermos. Vamos jogar como jogamos normalmente, mas conscientes da vantagem de dois gols, sem se expor demais”, explica. A torcida tem questionado a escalação de Harison entre os titulares pelas suas constantes substituições, mas o técnico afirma que é uma coisa que depende da partida. “Troquei ele, um meia, pelo Rafael Oliveira, um atacante, no último jogo. E ele jogou contra o Treze o jogo inteiro, não está saindo todo jogo”, explica.

Bicolor de coração, Lecheva diz que não se vê treinando nenhuma outra equipe além do Paysandu no momento. Caso chegue à conquista da Série C, Lecheva, atleta de inúmeras conquistas como jogador, fará história no futebol paraense. Se tornará a primeiro campeão brasileiro por um time paraense como jogador e treinador. Animado com a perspectiva de fazer história, Lecheva sentencia: “Nosso objetivo é o título porque, se chegarmos à disputa dele, o acesso estará garantido”.

Descanso só depois. Mais do que nunca, é hora de trabalhar!

No céu de poucas nuvens, um sol causticante esquentava a moleira dos jogadores. Contrastando com a festa da torcida em Paragominas, as arquibancadas da Curuzu receberam pouquíssimas testemunhas para observar os primeiros trabalhos da equipe bicolor. Com calma, e sem alarde, o técnico Ricardo Mendes, o Lecheva, comandou o primeiro treinamento visando o jogo de volta contra o Macaé na manhã deste domingo.

Para os atletas que participaram da maior parte do jogo em Paragominas o treino foi apenas físico, para manter o condicionamento. Reservas e atletas que não atuaram toda partida participaram de um rachão de cerca de 40 minutos contra o papão sub-19, que se prepara para Copa São Paulo do ano que vem. O rachão terminou 3 a 1 para os profissionais, com 2 gols de Heliton e um de Zé Augusto.

Entre os atletas da equipe alviceleste, o ânimo ainda era grande por conta do resultado do último jogo. Yago Pikachu, que fez o último gol da partida, ainda era só sorriso. Questionado sobre a responsabilidade de, aos 20 anos e jogando em uma equipe cheia de veteranos, assumir a cobrança de um penal decisivo, ele afirma que não foi tão fácil assim. “Eu fiquei um pouco nervoso na hora. O goleiro deles tava gritando que ia pegar e passava um filme na cabeça do jogo contra o Sport, que eu cobrei o penal e perdi. Mas felizmente eu me concentrei, Deus me ajudou e deu tudo certo”, afirmou Yago.

O jovem lateral bicolor exalta a qualidade do adversário: “É uma equipe excelente e vamos ter um jogo dificílimo lá”. Sobre a postura agressiva dos jogadores da equipe fluminense em campo, Pikachu afirma que “houve provocação dos jogadores, mas é coisa normal da partida”. O zagueiro Fabio Sanches também identificou uma tentativa de desestabilizar a equipe bicolor no grito. “Quase tivemos uma briga entre os jogadores, quando o Kiros sofreu uma agressão. O Vanderson foi fundamental, afastando todo mundo e ajudando a manter a calma. Quando a gente saiu desse jogo deles, fizemos os gols e resolvemos a partida” disse o zagueiro.

(Diário do Pará)

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