João Ricardo disse que fará de tudo pelo acesso

06/11/2012

 

Nem o próprio João Ricardo pensou que chegaria tão longe em tão pouco tempo. Aos 24 anos, o jovem goleiro chegou ao Paysandu mais para “pegar experiência”, como se refere a sua vinda para Belém. No entanto, após a contusão seguida de dois goleiros (Paulo Rafael e Dalton), o gaúcho foi lançado com a esperança de ser a parede bicolor. As vésperas do jogo mais importante do ano, contra o Macaé (RJ), sábado, o goleiro conversou com a reportagem do caderno Bola.

João Ricardo, há quanto tempo no futebol?

No futebol, comecei, na verdade, com 16 anos, mas profissionalmente foi em 2010. Finalzinho de fevereiro. Passei pelo Concórdia, Brusque, Goiânia Futebol Clube, Marcílio Dias, Rio Branco (1 mês) e Paysandu.

Já viveu momento parecido?

Uma situação que nem essa numa Série C eu ainda não tinha passado. Em 2010, em Santa Catarina, eu jogava pelo Brusque, fomos campeões da Copa Santa Catarina, jogamos contra o Joinville, no estádio deles, a pressão da torcida era grande, foi um momento especial.

Mesmo com o conjunto essencial, como é ser o goleiro da decisão? O primeiro nome quando se falar em gols.

É uma responsabilidade muito grande que carrego, mas existe aquela questão. Se os companheiros não me ajudarem, ai fica difícil. Então é o grupo inteiro. Acho que desde o Kiros lá na frente até eu, até mesmo os jogadores que estão no banco. Todo mundo que puder ajudar vai ser bem-vindo e quem tem a ganhar é o time e a nossa torcida.

E o adversário? De um ataque tão comentado para uma derrota por 2 a 0. Causou alguma surpresa?

Na verdade, eu vinha acompanhando o vídeo deles há alguns dias. Eles vinham causando bastante confusão na zaga do nosso time. Mas acho que a nossa zaga conseguiu se manter. Quem assistiu o jogo percebeu que ela estava bem postada. Os laterais, zagueiros e volantes conseguiram um entrosamento muito bom durante os jogos e, com certeza, lá não vai ser diferente e a equipe vai conseguir o resultado.

Você substituiu dois goleiros importantes (Paulo Rafael e Dalton), isso aumenta a responsabilidade?

Olha, com certeza sim. Dois grandes goleiros que eu vi jogar. Acho que a responsabilidade sempre é grande. Qualquer time que você jogue, qualquer campeonato, o goleiro é um dos jogadores que mais tem essa responsabilidade.

Já imaginou a festa caso o Paysandu consiga o acesso?

Nossa! Só de ver essa torcida, acho que é algo que nunca presenciei antes. A torcida daqui é muito apaixonada. Até hoje, por onde joguei futebol, inclusive contra vários times, até hoje nunca vi uma coisa como essa, uma festa tão bonita e uma paixão tão forte.

A ponto de permanecer em 2013?

Olha, aí temos que conversar. Se tiver o interesse, vamos sentar, ver o que pode ser decidido. Por mim, posso ficar sem problema nenhum.

Já passou por uma experiência envolvendo acesso? O que representa a oportunidade para o goleiro João Ricardo?

Eu consegui um acesso na segunda divisão, pelo Brusque, mas na época eu era reserva. Essa é a chance da minha vida. Nunca tive uma oportunidade dessas, vou tentar fazer tudo. Fechar o gol, dar com a cabeça na trave, mas tem que dar (Risos).

(Diário do Pará)

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