Quem é Fiel, não te abandona jamais!

09/11/2012

 

Jogar fora de Belém sempre foi considerado um tormento para o Paysandu. Tradicionalmente, a torcida adversária, além da pressão imposta pelo rival, costuma influenciar negativamente a estratégia dos bicolores. Em Macaé, no entanto, um desses problemas será amenizado. Além dos torcedores que já saíram de Belém em direção ao tão esperado acesso à Serie B, a cidade do interior carioca já hospeda paraenses há alguns anos. A previsão é que neste sábado o estádio municipal Claudio Moacyr de Azevedo acabe tendo um tom alviceleste que pode até se sobrepor as cores dos próprios donos da casa. O gerente de operações Renan Ribeiro, de 25 anos, é paraense e mora há dois anos em Macaé, dividindo-se à trabalho entre Campos e Macaé.

Nas últimas semanas, o torcedor bicolor não pensa em outra coisa, a não ser no jogo do time do coração. “Aqui em Macaé parece ter mais torcedores de Remo e Paysandu do que do próprio time daqui. Alguns poucos amigos ainda se dão o trabalho de fazer aquela velha pressão, dizendo que em casa o Macaé tem mais vantagens e vai ganhar, mas são poucos mesmo”, conta Renan sem esquecer do fato de que a torcida do adversário tem duas desvantagens: além de pequena, é calma. “Nesse jogo vai dar casa cheia, tenho certeza que a torcida bicolor vai tomar conta da metade do estádio”, acredita.

A história do Renan com o time do coração tem algo especial. E o irmão mais velho, Denílson Gomes, 35 anos, que vai com ele ao estádio, está no meio dessa história. “Certa vez, o Denílson disse que ia me dar uma camisa do Paysandu de presente, mas só se realmente eu confirmasse a opção pelo time, foi engraçado, mas não foi muito difícil, já que ele sempre me levava desde muito pequeno para os jogos do Papão”, conta, sendo ainda saudosista quando se refere aos jogos. “Quando eu era mais novo, não perdia um jogo sequer. Reunia com os amigos para falar dos jogos do Paysandu, guardava recortes de jornal, guardava ingressos. Hoje, eu só posso acompanhar pela internet, e agora vou aproveitar essa oportunidade, de ver meu time jogando e ganhando”, prevê, otimista.

O Paysandu pode até mesmo perder por um gol de diferença ou por dois, caso faça gols, que estará classificado às semifinais da Série C e terá garantido o acesso, mas se depender da torcida que vai estar presente no jogo e que se classifica como pé quente, a vitória já está garantida. “Nunca fui em um jogo do Paysandu para sair de lá derrotado. Sempre fui um trevo de quatro folhas para o time, com exceção do jogo contra o Boca Juniors. Mas isso pouco importa, eu e toda a torcida bicolor estamos bastante confiantes”, afirma Renan.

(Diário do Pará)

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