Yago Pikachu ainda não sabe qual será seu destino

24/11/2012

 

Depois de uma temporada brilhante em 2012, com direito a 12 gols, o lateral direito Yago Pikachu, que foi negociado recentemente em 70% dos seus direitos federativos para um grupo de investidores da região sudeste, aguarda na Curuzu o desfecho pós-eliminação do Paysandu da Série C. No entanto, em tempos de eleição, o futuro no Papão virou uma incógnita, e o atleta de 20 anos aguarda ansiosamente notícias sobre o seu futuro nos quadros do clube.

“Como já havia dito anteriormente, a minha a prioridade é ficar no Paysandu, no entanto, se pintar uma proposta que seja melhor para todo mundo, não vai ter como o Paysandu tentar me segurar aqui. Se não aparecer, vou continuar treinando aqui, mirando o paraense e a Série B e almejar algo melhor futuramente”, diz Pikachu, que ainda não teve nenhuma conversa longa com o grupo de investidores, mas já foi adiantado que muitos boatos sobre supostas conversas com o Palmeiras não seriam verídicas.

“Eles me falaram que de concreto não havia nada certo. Essa história de Palmeiras e outros clubes ainda é só especulação. Não chegou nada para o presidente (Luiz Omar Pinheiro) e nem para mim, então, com o término da competição, o melhor a fazer é aguardar até que chegue algum posicionamento deles sobre algum clubeinteressado”, explica o jogador, que permaneceu em Belém e assistiu o jogo contra o Icasa no estádio, ao lado de outros atletas do grupo.

Apesar do resultado, Pikachu não baixa a cabeça e exalta acima de tudo, a conquista do acesso, que na visão dele, era a primeira prioridade no ano de 2012. “Eu acompanhei todo o jogo, torci com os companheiros, infelizmente não conseguimos o nosso objetivo final, que era o título, mas conseguimos o principal, que era o acesso para a Série B e o campeonato acabou sendo muito positivo para todos”, completa. Yago teve 70% de seus direitos federativos negociados pela quantia de R$ 700 mil, dando ao clube 30% em futuras negociações.

Tudo agora depende das eleições 

Bastaram algumas horas após o Paysandu ser eliminado da Série C, que o assunto “eleições” rapidamente envolveu todas as esferas do clube. E nem mesmo o futebol ficou a mercê do pleito. Tudo agora gira em torno da sucessão presidencial de Luiz Omar Pinheiro e suas respectivas consequências diretas no futebol, que retorna à Série B em 2013.

“O melhor a fazer agora é esperar as eleições. Não sabemos quem vai assumir o clube e quais providências serão tomadas, mas será interessante esperar o resultado para conversar, ver o que vai ser feito, quem fica e o que permanece”, acredita Vanderson, que compartilha da mesma opinião do técnico Lecheva. As eleições devem definir o futuro do plantel, no entanto já surgem boatos internos de que a política pode ser outra.

Segundo informações ligadas aos dois candidatos, se a chapa “Novos Rumos”, vencer, o futuro presidente, Vandick Lima, já garantiu que Lecheva permanece no comando da comissão técnica. Por outro lado, se a eleita for a “Centenário”, Victor Cunha prefere não emitir opinião de imediato, deixando a cargo dos futuros diretores, a missão de discutir a situação do atual técnico.

Independente da vitória de Victor Cunha ou Vandick Lima, o mais provável é que ocorra um esvaziamento no elenco.

(Diário do Pará)

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