A despedida de Zé da Fiel

26/11/2012

 

“Quero fazer uma grande festa para encerrar minha carreira. Vou pensar num jogo de despedida para que a gente possa encerrar com chave de ouro e o Paysandu na Série B”, já havia adiantado o atacante Zé Augusto, em entrevista ao caderno Bola, no último dia 12 de outubro, logo após o anúncio da aposentadoria, depois de 17 anos vestindo as cores do Papão da Curuzu.

Como nem tudo na vida são flores, alguns dos planos acabaram se perdendo no caminho, exceto o acesso, claro. Mas aquela despedida pensada, com toda pompa, talvez não ocorra da maneira desejada, devido ao período eleitoral no clube e a transição de diretoria.

“A gente esperava fazer esse jogo, mas eu queria que fosse valendo e infelizmente não será possível. Vamos conversar com o presidente (Luiz Omar Pinheiro), saber o que ele acha, e ainda tem a questão das eleições, quem vai assumir o comando do clube. Vamos esperar para que as coisas se decidam. Estou há 17 anos no clube, tenho pendência financeira que preciso resolver, mas conversando da melhor forma”, informa Zé.

Segundo ele, o carinho que tem pelo clube é acima de qualquer embate financeiro, e fosse outros jogadores, certamente já teriam acionado o clube na justiça solicitando penhora de bens e outras providências legais. “Quando você é Paysandu mesmo, é preciso ter compreensão pelo momento. Tenho certeza que vamos resolver da melhor forma e eu tenho família, assim como dei tudo pelo clube”, reitera.

Em relação à despedida, Zé Augusto não escondeu que gostaria de fazer na Série B, comandada pelo ex-colega Lecheva, mas com a eliminação, as chances se esgotaram e a partida pode ser feita em outro lugar. “Se as pessoas que comandam o Paysandu não quiserem, já recebi alguns convites de pessoas interessadas em organizar um jogo, mas a gente espera que o clube tome a iniciativa, mas com certeza, sem uma despedida eu não vou ficar”, encerra.

(Diário do Pará)

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