Legalidade em xeque no PSC

29/11/2012

 

Balançados pela condição de primeiro clube paraense a experimentar o processo de eleições diretas para presidente, a comunidade bicolor anda de bem com a vida. Sorrindo para as paredes. De volta à Séria B depois de cinco tentativas, o período de “vacas magras” terá seu término, tudo por conta das cotas de transmissão de jogos, e uma série de benefícios garantidos com a ascensão futebolística.

Talvez esse conjunto de bons adjetivos, no entanto, ultrapasse a barreira da civilidade, quando, por desejo de poder, algumas pessoas queiram se aproveitar de condições elevadas de prestígio dentro do clube, e com apenas algumas providências, possam mudar o rumo e decidir a eleição em benefício de um grupo de pessoas ou simplesmente por satisfação em definir quem dará as cartas. A sorte está lançada, mas sabe-se que nem sempre ela age sozinha.

Um desses métodos pouco ortodoxos é o “voto de cabrito”, que funciona da seguinte maneira: um grande abnegado, pessoa dotada de moral e prestígio, geralmente por relevantes serviços prestados ao clube, concentra para si uma quantidade de títulos de sócio proprietário, que podem ser distribuídos, vendidos, como seja interessante ao dono, para que os futuros “sócios” façam a diferença na hora do voto e em massa trabalhem para eleger um candidato.

A hipótese foi totalmente descartada pelo presidente da Assembleia Geral do clube, Paulo Moraes. “Nós estamos tentando evitar o máximo. Só vai votar quem estiver apto, na folha de votação, e quem não estiver, será feita uma análise do documento apresentado para a votação”, explicou, seguindo. “Temos conhecimento de alguns títulos na cidade, que foram levados do clube. Não sei quem levou, nem se realmente merece crédito. Mas para preservar qualquer atrito, vamos fiscalizar tudo”, informa.

Objetivo: eliminar as dúvidas

Na antevéspera das eleições presidenciais no Paysandu, o presidente da Assembleia Geral do clube, Paulo Moraes, como havia prometido, reuniu a imprensa esportiva para esclarecer como será o processo eleitoral desta sexta-feira (30). Moraes falou sobre a condução do pleito e esclareceu as principais dúvidas do eleitorado.

Na visão dele, é de interesse principal unificar as informações veiculadas na mídia. “Eu pedi para a imprensa vir hoje porque eu senti muito desencontro de notícias, e esta é a primeira competência após a Assembleia Geral preparar o estatuto, e resolver mudar, principalmente em relação às eleições”.

Segundo Moraes, a comunidade bicolor com poder de voto está distribuída entre “Sócio proprietário, remido, com voto a partir dos 16 anos e ser votado a partir dos 18. Só vota quem estiver em dia com suas mensalidades em dia e a última oportunidade para quitar, em relação ao sócio proprietário, foi até o dia 16 de novembro. Depois disso não será mais possível”, antecipa, confirmando o número total de eleitores em torno de 1.100 pessoas, sem esquecer de alertar uma pequena parcela com registro de votação indeferida com o novo estatuto.

“Houve uma mudança no estatuto referente à isenção que beneméritos e grande beneméritos tinham com relação as mensalidades sociais e foi retirada essa isenção. Então, o benemérito e grande benemérito sócio proprietário tinha que cumprir as obrigações. Alguns beneméritos pagaram, outros não, que não quitaram e não vão votar”, avisa, contando, se preciso com apoio policial para evitar bagunça na hora da votação.

Por fim, Paulo explicou que o eleitor deverá votar primeiramente em cinco candidatos ao conselho, e em seguida escolher uma das chapas, entre às 16 e 21 horas, quando terá início a apuração.

(Diáriodo Pará)

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