Os planos ousados agora passam por Yamato

17/12/2012

 

O novo gerente executivo de futebol do Paysandu, Oscar Yamato, 54 anos, já teve passagem por vários clubes brasileiros, onde conquistou títulos importantes. Já trabalhou no Coritiba, Paraná, Atlético Paranaense, Vitória e agora o Paysandu. Após uma conversa rápida com os dirigentes, em questão de horas ele já estava em Belém. Agora, depois de ser oficialmente apresentado, ele prepara o terreno onde terá, ligado diretamente à presidência e diretoria de futebol, grandes atribuições. Ele será responsável pela integração entre as categorias de base e profissional, contratação de atletas, a estruturação do departamento profissional, entre outras. A partir do dia 5 de janeiro, como ele mesmo afirma, será “exclusivamente Paysandu”.

Bola – Como foi o acerto com o clube?

Oscar Yamato – Minha vinda foi muito rápida. Ontem (quinta-feira) pela tarde, recebi a ligação do diretor e, à noite, ele solicitou que viesse para trocar algumas ideias, ouvir propostas de trabalho, planejamento do clube. Cheguei por volta das 14h e nos reunimos por três ou quatro horas. Nisso foi mostrado o planejamento, o que pretendem, e eu aceitei, foi muito rápido.

Bola – É a primeira vez que trabalha na região Norte?

Yamato  – Aqui sim, é a minha primeira experiência profissional em um clube do Norte do Brasil, mas na região Nordeste já estive, trabalhei no Vitória/BA até o ano passado.

Bola – Em mais de 30 anos atuando no futebol, na sua visão, o que mudou de lá para os dias de hoje?

Yamato  – O futebol mudou muito, principalmente o profissionalismo entre os atletas e gestores. Antigamente o clube trabalhava nas competições, o atleta jogava mais por amor. Hoje, além disso, você tem o profissionalismo.

Bola – Na gerência executiva, como será a relação com os demais dirigentes?

Yamato – O trabalho não se desenvolve sozinho, é um projeto, modelo de administração que a gente desenvolve em parceria com os diretores, todas as pessoas envolvidas no planejamento, então, é óbvio que teremos muitas conversas, os assuntos relacionados ao futebol serão discutidos, essa será a base.

Bola – Você foi um pioneiro na implantação dos Centros de Treinamentos…

Yamato – Fomos um dos pioneiros da época, mas eu sempre trabalhei com parcerias em administração futebolística. Eu acho que não tem uma decisão única e exclusiva do gerente, e a gente tem que ter o diálogo.

Bola – Está nos planos do Paysandu um centro de treinamento…

Yamato – Eles prometeram aplicar um CT. Foi o primeiro objetivo, além de elenco forte. É preciso ter um cuidado especial e eles pretendem dar essa estrutura ao clube.

Bola – O que você destacaria na sua carreira como grandes conquistas?

Yamato – Em todos os clubes, sempre tivemos um bom aproveitamento. Uma base profissional onde revelamos vários atletas. Você precisa de uma comissão entrosada. A base precisa estar ligada ao profissional para que se tenha uma filosofia de trabalho. Os atletas que subirem não podem ter um entendimento errado do que é ser um jogador profissional, e é na base que se aprende. São coisas das quais me orgulho muito na carreira, ajudar a revelar grandes atletas e ter esse cuidado com o jogador desde cedo.

Bola – Inclusive teve experiências com atletas paraenses que foram destaques em outros campos.

Yamato  – Sim, eu sempre acompanhei o futebol daqui, sempre estive em Belém para conferir os jogos do Paysandu e Remo. Contratei vários atletas daqui para o Paraná Clube. São jogadores que lá estiveram, foram campeões e depois projetados para o futebol nacional e para o exterior. O Mirandinha foi destaque no Paraná e depois foi vendido para o exterior. Daqui, dos que se destacaram do paraense, estiveram no Sul o Jóbson, Oberdan, Mirandinha, Sandro, Cleber, Rildo, Guilherme…

Bola – Sobre o técnico Lecheva, já houve algum contato?

Yamato – Não tive como ter um diálogo com ele, mas sei que esses diálogos serão importantes a partir do meu acerto. Pretendo falar com ele e saber o sistema de jogador que prefere, e se há necessidade de contratação.

Bola – Será tempo integral no clube?

Yamato – A partir do momento que vir em definitivo, me apresento dia cinco de janeiro, tem muita coisa a ser resolvida. Tirando alguns assuntos pendentes em Coritiba, a partir daí eu sou exclusivamente Paysandu, então vou me dedicar em período integral.

Bola – A partir do Campeonato Paraense, o clube passa a ser mais visto e pode melhorar o cofre. Mas, até isso acontecer, o que será possível de antemão?

Yamato – Enquanto não temos um valor disponível para trabalhar, nós temos que trabalhar com mais cautela. Falar em contratações é muito fácil, mas sem planejamento complica.

Bola  – O Papão vai vencer tudo o que disputar em 2013?

Yamato – Eu não posso iniciar pensando em derrota, sempre tenho que procurar iniciar o trabalho com o objetivo traçado. Agora prometer, jamais, mas esforço para uma boa campanha isso faremos o máximo. A pretensão é sempre subir.

(Diário do Pará)

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