Jacaré virou bolsa de madame pro Papão

17/01/2013

 

Paragominas e Paysandu fizeram um jogo tecnicamente fraco no início, e nesse marasmo quem soube aproveitar foram os visitantes, que pouco produziram por conta própria e, nos contra-ataques, conseguiram deslanchar. O segundo tempo foi veloz, sobretudo na postura das equipes. Ao final, para muitos, o resultado pode ter sido injusto, mas o Papão, mais esperto, venceu por 2 a 1 e saiu do estádio Arena do Município Verde com os três pontos e o espírito renovado.

Em princípio, o prognóstico não oferecia muita esperança aos donos da casa, que pouco fizeram, abrindo espaço para o ataque decidido de Rafael Oliveira e João Neto. Aos 5 minutos, a dupla fez tabela na entrada da área e o “Rafagol” largou o canudo nas mãos do goleiro André Luís, que, diferente de Zé Carlos, não conseguia ligar a bola ao ataque, uma vez que a postura defensiva do Paysandu dificultou muito o processo.

Essa dificuldade ficou evidente aos 23 minutos. Yago Pikachu lançou bola cruzada para João Neto e o atacante, mostrando habilidade, costurou um lençol “A lá Pelé” e, de prima, matou no canto esquerdo, 1 a 0. Quase nada sobrou ao PFC, exceto um chutaço de Marquinhos próximo da meta. Na volta complementar, o inverso ocorreu e o Papão, estranhamente se fechou, dando margem a uma sequência de ataques que, por pouco, não tira a vitória.

Aos 17 minutos, Bruno Maranhão faz excelente jogada individual, rolou para Magno, que, por baixo, seguiu até Bené, de cara com Zé Carlos, mas o chute foi no meio do goleiro, grande chance. Como o dito popular, quem não faz leva e o PFC levou de outro atacante. Rafael Oliveira recebeu um presentão de João Neto, matou a bola e na calma fechou a conta. 2 a 1. O Jacaré até impôs uma pressão no Paysandu, mas já era tarde. A lição, ao que parece, é para os que se acomodam.

Elenco bicolor demonstrou mais fôlego na segunda rodada

Como o próprio técnico Lecheva já havia adiantado, uma equipe com ambições claras não poderia cometer falhas ou pecados primários, como de fato não aconteceu ontem. Quando não teve condições de ir para o ataque, o time bicolor fez o que pôde para guardar o gol, trocou-se até um atacante por um zagueiro nos momentos finais. Outro fator a chamar atenção foram as condições de jogo, infinitamente superiores ao duelo passado, favorecendo o conjunto.

“Eu acho que o aspecto físico dos jogadores foi bem melhor. Já é a segunda partida, um jogo à noite, o campo não estava pesado e a bola corre muito. Melhoramos em muitos aspectos e as condições já foram mais favoráveis”, lembra Lecheva, que não terá o capitão Vanderson, expulso após falta de ataque, mas conta com o retorno de Capanema como segundo cabeça de área.

As peças do jogo enfim casaram. Da pressão em Thiago Costa, veio uma boa partida. Alex Gaibu continua a ser um líder inconteste no meio-campo, enquanto João Neto e Rafael Oliveira seguem em processo de sintonia. Depois de quatro jogos sem marcar, o “Rafagol” enfim espantou a “zica”, que o mesmo havia gritado em voz alta no último treino no campo do Kasa. Aos poucos o conjunto bicolor vai acertando.

“A gente tem que ter sorte e estar na hora certa e, felizmente, eu estava naquele momento e fiz o gol da vitória. O time estava mais leve, fomos bem melhores e a tendência é essa, com o time todo entrosado”, comemora Rafael Oliveira. “Vamos pensar já no Águia, o campeonato é corrido e agora temos a volta do Ricardo Capanema, que vai nos ajudar muito”, resume Lecheva.

(Diário do Pará)

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