A camisa 10 está bem servida no Papão

04/02/2013

 

Missão dada é missão cumprida, poderiam dizer os bicolores, afinal de contas, na volta do intervalo o time foi outro. A Tuna, nesse meio, conseguiu pouco mais do que observar a desenvoltura do meio campo, que tinha em Eduardo Ramos e Djalma a medida adequada de experiência, velocidade e definição de jogo. O ataque, por sua vez, também cresceu, e Rafael Oliveira pode deixar o dele, o sexto no Parazão, na vice artilharia.

“Hoje era muito importante que conseguíssemos o resultado. Eu tive a consciência do primeiro tempo fraco, mas, graças a Deus, todos estão de parabéns. Temos que ter tranquilidade, se tomar gol, não pode afetar o comportamento. O Djalma tem um potencial enorme, corre bastante e isso ajudou muito”, acredita o meia Eduardo Ramos, o camisa 10, que marcou um belo gol e foi brilhante nas assistências aos atacantes, entre eles o próprio Rafael.

Por área, talvez o meio campo tenha sido o mais impactado depois do intervalo, uma vez que o número de jogadas lançadas ao ataque aumentou consideravelmente, mas o veloz João Neto se manteve aquém do esperado, mesmo com o gol de empate. Foi então que Lecheva optou por Iarley. Héliton tamebém entrou no jogo substituindo Rafael Oliveira. Iarley e Heliton ajudaram bastante na criação, mas não fizeram a diferença. “O time levou um gol, mas manteve a tranquilidade, e com força viramos o placar Essa tendência esperamos manter no campeonato”, observa Iarley.

Em resumo, no discurso dos jogadores, a tônica parece ser a força de vontade, mesmo quando as condições não são favoráveis, e até aqui o Papão vem conseguindo o objetivo. “O Papão é raça! Mesmo com o campo pesado, chuva, o time está de parabéns pela excelente vitória”, completa Vanderson.

Lecheva deu uma bronca no intervalo

Quando a Tuna Luso fez o primeiro gol do jogo, o Paysandu era nitidamente superior, a prova disso é que a defesa, de tão confiante, parece não ter notado o contra-ataque rápido encabeçado por Fabrício, que driblou Ricardo Capanema antes de cruzar rasteiro. A zaga tentou a reação, mas já era tarde, Pedrinho Mossoró abriu o placar. A empolgação inicial parece ter sido freada pelo que já atrapalhava a desenvoltura do time: o péssimo gramado.

“Chegamos empolgados, vimos o gramado sequinho, do jeito que esperávamos jogar. A grande chuva que caiu nivelou um pouco do jogo, não desmerecendo o adversário, que estava atrás de uma melhora. Novamente vacilamos num contra-ataque, o terceiro da mesma forma. Eu sempre coloco que não podemos insistir nos mesmos erros e a equipe soube administrar isso, tanto que dominamos o jogo”, palpita Lecheva, que desceu para o intervalo inconformado com gol tomado e reuniu com o elenco para uma conversa.

“Eu desci para o intervalo com a intenção de fazer duas mudanças. Reconhecemos que o gramado não estava bom e também não sei quem se prejudica mais, mas na conversa eu mudei de opinião, contanto que eles trocassem a visão de jogo. Eles entraram mais ligados”, revela.

A evolução do bicola, todavia, não esconde a inquietação do técnico, que não gostou nada de tomar outro gol de falha na marcação da direita. “Esse é um típico lance que você cerca o adversário e às vezes não dá em nada. Já conversei com ele (Capanema) para cercar mais, coisa que ele não tem muita paciência. Com o Pikachu, eu coloquei que ele é lateral, não tirei a liberdade dele, mas sabe que só pode sair quando o time estiver organizado atrás, agora não há jogador biônico que segure marcar e atacar, e ele precisa ter essa dosagem”, completa o técnico.

(Diário do Pará)

Fonte: http://www.radioclubedopara.com.br/noticia.php?nIdNoticia=31911&nTipo=2

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