Paysandu comemora aumento da cota de patrocínio

27/02/2013

 

O presidente do Paysandu, Vandick Lima, está em viagem ao Rio de Janeiro desde o início da semana. Na agenda profissional, vários assuntos estão sendo tratados, entre visitas à Confederação Brasileira de Futebol e algumas empresas, nas quais o clube espera conseguir novos patrocinadores. A primeira boa notícia, no entanto, veio da entidade máxima do futebol brasileiro, em reunião com o presidente José Maria Marin.

Em conversa com a reportagem da Rádio Clube do Pará, o cartola alviazul confirmou que cada clube participante da Série B receberá um aumento de 50% no valor da cota de patrocínio, antes de R$ 1,8 milhão, para R$ 2,7 milhões, divididos em oito parcelas. “A reunião foi muito proveitosa. Houve aumento de cota, até da quantidade de bolas que são dadas aos clubes. Foi uma reunião que deu mais tranquilidade para trabalhar para o segundo semestre”, comemora. Além disso, o número de bolas cedidas aos clubes passou de 75 para 200.

Ainda em sua fala, Vandick lembrou que apenas Palmeiras e Sport não entrarão na mesma partilha, uma vez que pertencem ao Clube dos 13, no entanto, o clube paraense terá todos os benefícios possíveis, destinados pela CBF. “Os clubes da Série B não terão nenhum tipo de despesa. Só Palmeiras e Sport, que são do Clube dos 13, ficaram de fora dessa partilha”, alerta, sem esquecer a premiação oferecida aos quatro finalistas premiados com o acesso à primeira divisão.

“Os quatro clubes que subirem terão premiação em dinheiro. O clube campeão vai levar R$ 400 mil e R$ 200 mil para os demais”, informa. Sendo assim, o projeto de montar um time forte e competitivo em 2013 ganha um fôlego a mais para o restante do calendário. “A Série B tem uma competitividade parecida com a A e é preciso um time forte, competitivo para a disputa”, encerra o presidente.

Perdão das dívidas também agrada

Ainda no embalo da reunião na CBF, o presidente Vandick Lima teve mais surpresas agradáveis para o único clube paraense a disputar a segunda divisão do futebol nacional. Além da cota de patrocínio, existe também a possibilidade do perdão das dívidas dos clubes perante à União. A proposta conta inclusive com o apoio da presidente Dilma Rousseff.

“O antiprojeto está pronto e será enviado ao Congresso Nacional e tem a concordância da Presidência da República. Seria o perdão de todos os clubes das quatro séries do Campeonato Brasileiro das dívidas com a União, com a exigência de pagamento em dia daqui em diante”, detalha. O pagamento em dia na qual Vandick se refere é com a própria União, em forma de impostos, entre eles o INSS. Os clubes podem conseguir o perdão da dívida, mas a partir deste momento não poderá mais atrasar com o governo, sobretudo porque a punição em caso de não cumprimento do acordo poderá ser bem mais prejudicial.

“Quem não bancar em dia perderá pontos nas competições ou até ficar de fora. É importante porque ganharíamos um perdão de dívidas significativas e a obrigação de pagar a União em dia”, reitera o presidente, sem dizer exatamente como anda a relação entre o Paysandu e a União. Durante todo dia de hoje o cartola ainda terá alguns encontros com empresários, que podem render ao Papão mais um patrocínio. Depois Vandick retorna a Belém para acompanhar os últimos trabalhos antes da decisão do primeiro turno.

É preciso estudar a tática do adversário

Faltando apenas quatro dias para o jogo decisivo da final do Campeonato Paraense, o Paysandu redobra os trabalhos e principalmente a atenção entre os jogadores. Uma nova surpresa no esquema tático do adversário pode trazer prejuízos indesejados, embora o time tenha se saído bem na maior parte do primeiro confronto. A vantagem no jogo, contudo, não impediu que os azulinos conseguissem abrir espaço mesmo jogando num esquema aparentemente defensivo.

Taticamente, o Paysandu vem adotando o 4-4-2, que consiste em duas linhas de quatro jogadores e dois atacantes na frente. As chances de jogar no ataque são maiores que o 3-5-2, usado pelo Remo; Em tese, os azulinos deveriam ficar mais atrás, mas acabaram surpreendendo pelos ataques constantes, que pegaram de surpresa alguns jogadores, principalmente na defesa.

“A dificuldade foi de encontrar a marcação. Depois de uns 15 minutos nós conseguimos acertar. Tivemos que conversar bastante dentro do campo para marcar bem. Às vezes o adversário vem com um posicionamento, mas quando entra em campo modifica. Somos profissionais, trabalhamos com isso e precisamos analisar o adversário, isso que fizemos”, relembra o zagueiro Thiago Costa.

Todavia, as opiniões divergem um pouco. Para o volante Ricardo Capanema, o problema maior não foi quanto à postura adversária, mas sim por uma falha do próprio Paysandu, no que diz respeito ao posicionamento, a prova disso foi a correção a partir dos 20 minutos.

“A equipe do Remo joga muito atrás. A gente falhou, tivemos alguns erros, por isso eles vieram para cima e tiveram maior posse de bola nos primeiros 15 minutos. Com certeza eles vão ficar mais fechados, mas o nosso time tem um bom toque de bola do meio para frente, e caso não chova vamos jogar bem melhor”, completa.

Estado de alerta com o ataque rival

Além de cuidar da parte tática da equipe bicolor, o técnico Lecheva tem atentado muito para a formação do time adversário. Até aqui, a maior dor de cabeça tem sido quanto a forte presença do ataque azulino na defesa bicolor, principalmente com a maior arma do Baenão, o atacante Val Barreto, desta vez sem muito espaço. Além dele, existe a possibilidade novamente da entrada inicial de Leandro Cearense.

“Os dois jogadores têm o mesmo estilo de jogo. São atacantes de área, às vezes saem, o Val Barreto sai um pouco mais, mas para mim tanto faz. O que vai fazer a diferença é o nosso time jogar bem posicionado no campo e ter mais atenção na bola parada”, enxerga o zagueiro Thiago Costa, compartilhando da mesma opinião de Ricardo Capanema. “Os dois são difíceis de marcar. São jogadores rápidos e muito fortes, mas graças a Deus a nossa zaga está muito bem”, completa o marcador.

Para o lateral-direito Yago Pikachu o Remo não vai jogar lá atrás como se espera e faz coro com a preocupação bicolor. “Eu tenho certeza que eles não vão jogar pelo empate, pois quem joga assim corre um grande risco de perder. A gente pensou que o Remo ia ficar atrás, mas eles que partiram para cima, daí sentimos a dificuldade inicial, mas depois conseguimos acertar até o nosso gol”, finaliza.

(Diário do Pará)

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