Desordeiros desafiaram a justiça

18/03/2013

 

Faz pouco tempo, mas o Re X Pa tem deixado de ser associado à confusão e quebra-quebra nas tardes de domingo. Com a inclusão de forte policiamento e Juizados Especiais do Torcedor (JET), durante os confrontos entre os maiores rivais do Norte do país, as confusões e brigas deixaram de ser uma constante na vida do torcedor que vai ao estádio. Atitude inédita para o evento deste domingo, a Justiça determinou que aqueles que foram apreendidos no último jogo entre as duas equipes teriam que se apresentar ao Comando Central da Polícia Militar. Com todas essas precauções, era de se esperar que o clássico fosse tranquilo, mas não foi tanto quanto se esperava.

No Comando Central da Polícia Militar, eram esperados 27 torcedores para se apresentarem até as 14h, conforme determinado por ordem judicial, mas até o horário indicado, somente sete haviam chegado ao local indicado. Responsável pelos torcedores infratores, o Tenente Alves explicou o procedimentos pelo qual aqueles que se apresentaram iriam passar. “Ainda chegaram poucos, mas isso acontece. A diferença é que constará no relatório dos que chegaram atrasados o horário em que eles se apresentaram. Todos aqui vão para o auditório, onde passaremos um filme educativo e onde eles permanecerão até duas horas após o jogo”, explicou o tenente. Sobre a punição aos que faltassem, Alves informou que a PM seria responsável apenas por passar as informações à Justiça, que ficaria responsável pelas medidas punitivas. Ao final da partida, apenas 23 torcedores se apresentaram ao Comando Central.

Dentro do estádio seguiam tranquilas, mas depois, o resultado do jogo deixou os ânimos exaltados. Mesmo com a afirmação das autoridades de que rojões seriam proibidos, durante as comemorações de gol do Paysandu, três foram atirados em direção ao campo, mostrando a ineficácia da verificação de torcedores.

De sangue quente após a derrota do time, torcedores do Remo iniciaram uma confusão entre duas torcidas, no que pareceu uma disputa entre membros de uma torcida organizada que, em teoria, estava banida dos estádios. Pela confusão, 15 pessoas foram levadas até o posto da PM dentro do estádio, mas apenas um torcedor foi preso.

Mesmo com essa movimentação no final, os Juizados Especiais do Torcedor não tiveram muita movimentação durante o jogo. Segundo o próprio tribunal, apenas uma ocorrência passou pelas mãos do órgão. “Tivemos um caso de um homem com ingressos falsos que foi encaminhado para a Seccional da Marambaia e, depois disso, não tivemos mais nada. Qualquer procedimento passa pela triagem da Polícia Militar e depois os envolvidos são encaminhados para a Polícia Civil para fazer um boletim, só então vem para o Tribunal”, explicou Victor Alves, membro do JET.

Na saída do estádio, felizmente, a paz reinou e os torcedores puderam ir para casa sem maiores problemas.

(Diário do Pará)

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