Torcida exige mudanças no Remo

19/03/2013

 

‘Esse meu vício’, essa foi a frase que recepcionou o Clube do Remo, um dia após a derrota por 3 a 1 para o rival Paysandu, no último domingo. A frase foi posta, juntamente com ingressos de jogos passados e uma galinha de plástico, na calçada em frente à academia de musculação em que o time se representou na tarde de ontem, no bairro de Nazaré. O cenário se completava com pipocas, referência a um time chamado de pipoqueiro. Os artefatos faziam parte de um protesto promovido por um pequeno, porém, barulhento grupo de torcedores.

Um deles era Ítalo Costa, de 23 anos, professor de artes. “Esse time não tá engajado com a causa. O Remo escapou de levar uma goleada histórica no jogo de ontem (domingo) e a torcida não vai deixar isso acontecer. Vamos cobrar quando necessário, porque eles (jogadores) são funcionários do clube”, avisa Costa. Para ele, a boa campanha no campeonato, que reflete o segundo lugar no segundo turno, não passa de uma ilusão. “O Remo não consegue ganhar de forma magnífica. O Remo tem que se esforçar para conseguir até uma vitória idiota contra times considerados inferiores”, reclama o torcedor.

O lateral Rodrigo Guerra e o meio-campista Thiago Galhardo foram os principais alvos de críticas. Para Guerra, os torcedores o chamaram de “bola murcha”. Já Galhardo recebeu gritos de “Ei, Galhardo, o Leão não é Bangu”, uma referência ao antigo clube do meia, do futebol carioca. Duas viaturas da 2º Zpol estiveram no local à pedido da diretoria do Remo. Mas, nenhuma ocorrência mais grave foi registrada. O momento mais tenso foi na saída dos atletas da academia em direção ao ônibus da delegação. Os protestantes arremessam pipoca e xingaram de perto os jogadores. Um deles, um deficiente físico, se exaltou um pouco mais quando viu Galhardo, mas o jogador evitou entrar no clima. Antes, Guerra fez menção de que iria falar com os torcedores, no entanto, foi contigo pelos companheiros.

(Diário do Pará)

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