Paysandu não quer tropeços em próximos desafios

02/05/2013

 

Observar um time desconhecido pode ser uma tática positiva, mas dificilmente acontece de um único lado. Enquanto os jogadores do Paysandu se debruçam sobre o VT do último jogo do Naviraiense, contra a Portuguesa, representantes do adversário bicolor na segunda fase da Copa do Brasil também tomaram a mesma iniciativa e conseguiram um vídeo com a partida entre Remo e Paysandu, na semifinal do segundo turno. Ou seja, neste caso, ambas equipes entram em condições iguais.

“Se eles mandaram algum espião para observar o nosso time, isso significa que eles respeitam o Paysandu e isso é bom. Daqui estamos fazendo isso, ver como eles se comportam, então, de lá também não poderia ser diferente”, admite o volante e capitão Vanderson. Além das dificuldades naturais de uma partida importante, outro detalhe chama atenção dos bicolores: a longa viagem até o destino, o que pode gerar desgaste.

A delegação alviceleste viaja na próxima segunda-feira (6) com destino a Campinas. De lá, faz segunda escala em Dourados, já no Mato-Grosso do Sul, onde fará treino e pernoite. Só na tarde de terça-feira (7), segue para Naviraí, com um dia para treino e concentração. Aliás, o jogo foi remarcado pela Confederação Brasileira de Futebol e passou de 21h30 para as 22 horas.

Quando voltar, a delegação já desembarca pensando na final do Parazão, agendada para o dia 12. “Todo mundo viu que o Remo fez a mesma coisa, mas quando jogou com a gente se superou em campo. Então, não podemos usar isso como desculpa. Que é cansativo é, mas quando você entra em campo, todo cansaço passa. Eu, particularmente já joguei de quarta a sábado e tenho certeza que isso não vai atrapalhar”, reitera o capitão.

Zagueiro vai repensar lances

Depois de assistir de fora o Paysandu cair diante do Clube do Remo, o zagueiro Raul, que cumpriu suspensão automática, tem a chance de retornar ao time para a grande final do Parazão, a partir do próximo dia 12. O substituto imediato, Thiago Costa, recebeu cartão vermelho após desentender-se com o volante Jhonnatan e ambos foram para o chuveiro mais cedo.

O zagueiro viu com tristeza a derrota, mas garante que o foco principal agora é a segunda fase da Copa do Brasil, onde o Papão enfrentará o Naviraiense, no próximo dia 8, na cidade de Navirai/MS. “Não era o resultado esperado, mas nós temos outro compromisso importante, então vamos esquecer um pouco o estadual, para buscar um bom resultado logo na primeira partida”, diz.

Todavia, a preocupação nesse momento é evitar que situação parecida com o primeiro Re x Pa da semifinal se repita, haja vista o temperamento forte notado em campo. “No último jogo que fiz eu fugi da confusão, mas o árbitro deu cartão amarelo para mim e para o adversário, todo mundo pôde observar”.

Em clássicos no estadual, Raul já cumpriu duas suspensões, cometeu dois pênaltis e acabou criando a impressão de ser um jogador faltoso, mas diz que em certos momentos do jogo, fica difícil manter a tranqulidade diante de 20, 30 ou 40 mil pessoas. “No calor do jogo ninguém quer perder, às vezes você vai com mais força num lance devido a pressão do Re x Pa, ninguém quer perder, mas vou me esforçar ao máximo para não vacilar. Eu defendo o Paysandu e vamos atrás do título”, completa.

Base abastece o elenco profissional 

A diretoria do Paysandu reuniu com os representantes das divisões de base do clube, para formalizar a subida de oito atletas que passam a integrar o elenco profissional.

De acordo com o diretor da base, Carlos Alberto Miranda, o Mancha, o celeiro formador de craques do Papão conseguiu apoio diretamente do futebol profissional para estreitar os laços entre as categorias. “Eu conversei com o presidente e pedi um apoio, para que o diretor de futebol, Clodomir Araújo viesse nos dar um apoio. Sei que ele é muito ocupado no profissional, mas depois de uma conversa, ele se prontificou a ajudar”.

A medida veio para acalmar os ânimos do departamento amador. O ex-dirigente Ubirajara Lima teria saído após uma divergência sobre um contrato com o empresário Hélio Duarte, que ofereceu uma quantia em dinheiro para arcar com as despesas, e em troca daria apoio na inserção da base em torneios nacionais, e em caso de venda, teria uma pequena porcentagem no valor a ser arrecadado pelo clube.

A medida mais acertada para não deixar a qualidade dos atletas cair seria firmar um acordo com o objetivo de inseri-los dentro da realidade profissional do clube. “Nós temos oito atletas, e nós entregamos agora o contrato para o Vandick assinar. Já tínhamos conversado com o Lecheva antecipadamente. De cabeça, eu tenho Zu, Castanhal, Roque, Elielton”.

(Diário do Pará)

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