Charles Guerreiro deu um nó tático no Remo

06/05/2013

 

Com mais opções de atletas para o jogo de volta, em relação à primeira partida disputada no Mangueirão, o técnico do Paragominas, Charles Guerreiro, chegou a testar algumas alternativas, mas acabou lançando em campo contra o Remo ontem, um time muito parecido com o que terminou o jogo em Belém.

Essa formação acabou se mostrando menos ofensiva do que a expectativa, embora tenha permitido uma boa troca de passes e movimentação dos jogadores. O problema é que tudo foi em vão, já que as várias linhas defensivas azulinas e um meio de campo excessivamente povoado impediam qualquer tentativa mais aguda por parte do PFC.

Flávio Araújo lançou uma equipe a campo com a nítida intenção de se defender. Mais uma vez atuando com 3 zagueiros e, praticamente, 3 volantes – Endy quase não subia para o ataque –, o sistema ofensivo ficou limitado a lançamentos em velocidade ora para Val Barreto, ora para Diogo Capela ou Alex Ruan. Em termos de defesa, o Remo cumpria um papel bastante eficiente – sempre tinha jogadores de sobra para conter os avanços do Paragominas, principalmente pelas laterais.

Na mudança do primeiro para o segundo tempo, o pulo do gato. Charles interpretou que o Remo não tinha alternativas para sair para o ataque e, quanto mais se insinuasse em busca do gol, mais o time adversário recuaria para marcar. Assim, retornando para o jogo com 3, e posteriormente 4, atacantes Charles empurrou a marcação azulina para o campo de defesa, afastou o volante Jhonnathan dos meias Ramon e Capela e com isso matou a articulação ofensiva azulina, pois a bola passou a chegar menos no meio de campo. A blitz no ataque do Paragominas resultou num gol de Weller.

O gol dava o título ao Jacaré e forçava o Leão a partir para o ataque. Charles, sentindo que o Remo partiria para a pressão no ataque, tirou Adriano Miranda e colocou o volante Dudu, passando a atuar com 3 volantes para conter os avanços desordenados do Remo. Mas em um contra-ataque, Aleílson aumentou a vantagem.

Notavelmente sem um plano B para correr atrás do resultado, restou ao Remo tentar, no desespero, articular jogadas pelas laterais com cruzamentos a esmo para a área, onde geralmente não havia nenhum atacante esperando para concluir. No penúltimo minuto, Branco deu esperanças ao torcedor azulino, concluindo um desses cruzamentos, mas a desorganização ficou expressa no terceiro gol, tomado no minuto seguinte, com o time todo no ataque e sem goleiro.

(Diário do Pará)

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