Distante, mas ainda à espera de uma vaga

29/05/2013

 

Pelos bastidores do Clube do Remo, dizem que a vaga no Campeonato Brasileiro da Série D estaria garantida – fruto da desistência de algum clube ou via Superior Tribunal de Justiça Desportiva. No entanto, o assunto é tratado de forma sigilosa por toda a cúpula azulina, já que, por questão de segurança, os dirigentes do Leão irão esperar até o minuto final do prazo para divulgar a notícia e evitar qualquer tipo de recurso por parte de outra agremiação. O anúncio pode ser feito até a próxima sexta-feira (31).

Enquanto tudo não sai do campo da suposição, a comunidade azulina segue em grande ansiedade. Os jogadores, por sinal, quando indagados sobre o assunto, não sabem nem o que falar para a torcida. “Nós, jogadores, estamos iguais a vocês. Ficamos com esperança, mas não posso passar nada. Na verdade, eu não sei nem o que dizer, porque não vou mentir para o torcedor”, afirma o lateral-esquerdo Berg, que retornou ontem as treinos, depois de ter passado o fim de semana fora de Belém.

O capitão Henrique diz que a ansiedade é grande. “Desde que começou toda essa novela de Série D, a ansiedade é grande e a gente sempre está conversando nos vestiários. Mas, a gente tem fé que nossos diretores vão resolver tudo da melhor maneira para a gente tirar o Remo dessa posição tão incômoda”, confia Henrique.

Remo começa a repatriar jogadores que vieram da base

Jayme, 20 anos, tem uma pequena rodagem no futebol paraense, mas que já lhe rende frutos. Criado nas categorias de base do Clube do Remo, ele alçou ao profissional do clube em 2011, sob o comando de Sinomar Naves. De lá para cá, o jovem atleta oscilou entre a equipe titular e o banco de reservas azulino. Por muitas vezes, devido as já comuns contratações de atacantes de fora a cada nova temporada.

Mesmo assim, ele sempre estava pelas beiradas do Baenão recebendo elogios. Mas, foi preciso ser transferido para o Paragominas para ser valorizado dentro da própria casa. Fez importantes gols pelo Jacaré e foi peça importante na conquista do vice-campeonato Paraense desse ano. Mas, a grande sorte de Jayme foi ter cruzado o seu caminho com o do técnico Charles Guerreiro no PFC e atual treinador do Leão. Com contrato até o fim desse ano, Guerreiro pediu o fim do empréstimo com o Jacaré, pois considera o garoto com habilidade diferente de Branco e Leandro Cearense, os dois atuais atacantes do time azulino.

“O Jayme é aquele atacante que atua pelos lados, pelas beiradas, como diria Samuel Cândido. Ele será peça importante para a gente”, comparou o comandante, fazendo referência ao técnico Samuel Cândido, ex-Tuna Luso. A reciprocidade de Jayme com o treinador é verdadeira, pois ele acredita que continuará sendo valorizado por Charles. “É um grande treinador, uma pessoa boa. Lá, em Paragominas, treinei com ele por três meses e sempre deu muito apoio e estou feliz por estar voltando a trabalhar com ele. Tenho certeza que ele vai olhar com carinho pelos garotos da base”, aposta.

Se treina é por que vai ter competição?

Mesmo sem qualquer confirmação oficial sobre a participação na Série D, a rotina de treinos no Baenão continua normal. Ontem, os técnicos Charles Guerreiro e Edmilson Melo comandaram mais um dia de treinos em dois períodos. Pela manhã e pela tarde, os jogadores foram submetidos a treinos táticos. A atividade em campo reduzido, de nove contra nove, foi o que marcou os trabalhos.

Apesar das incertezas, o clima é de empenho e descontração por lá. Durante parte do treino, quatro jogadores, que ficaram apenas na beirada do gramado fazendo trabalhos físicos, brincavam com o restante dos titulares. “Nossa Tony (volante), com um cruzamento desses, você deverá ir para a Europa!”, descontraia o zagueiro Igor João, logo depois do volante acertar um cruzamento sob medida.

Os meias Endy e Diego Ratinho e o lateral-esquerdo Berg completam o grupo de jogadores que treina a parte. O zagueiro Henrique, tenta minimizar o problema da indefinição. “Nosso grupo sempre foi bom, não tem vaidade de não querer treinar. Estamos empenhados e dedicados, porque em qualquer momento pode pintar essa vaga no nosso calendário. Precisamos estar preparados”, confia.

(Diário do Pará)

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