Givanildo tentará ressurgir no cenário nacional

07/06/2013

 

A partir desta sexta-feira, às 19h30, no estádio Serra Dourada, Atlético (GO) e Paysandu duelam pela quinta rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. O jogo tem um sentido muito especial para os bicolores, que terão, a partir de agora, o recomeço sob o comando do conhecido técnico Givanildo Oliveira. E muito além da novidade, o interesse nos três pontos é o maior dos objetivos.

Em três jogos, o Paysandu segue na nona posição, com cinco pontos. Antes da primeira vitória bicolor na competição, contra o Paraná, a relação entre Lecheva e o Papão foi desfeita. Giva foi contratado, mas assistiu o último jogo dos camarotes do Mangueirão. Agora, é chegada a hora de crescer, sob as bênçãos de um polêmico, porém vitorioso comandante, responsável direto entre outras coisas, pelo período mais vitorioso na quase centenária história alvi-azul.

E por ter apenas três dias no comando técnico, Givanildo garantiu não fazer mudanças na equipe que venceu o Paraná, no entanto, trouxe entre os relacionados praticamente todos os reforços. Sinal claro que pretende, a partir de agora, redefinir a onze titular à sua maneira. Caberá, por exemplo, ao goleiro Zé Carlos e aos atacantes João Neto e Rafael Oliveira, cumprirem seus papéis cruciais diante do Atlético, que joga em casa na ânsia de deixar a 14ª posição.

A equipe do técnico Waldemar Lemos, após uma vitória, um empate e duas derrotas, sofrerá ao menos três mudanças, incluindo o recém-contratado atacante Anselmo. As medidas servem de lição após algumas críticas desferidas pelo comandante, que, por jogar dentro de casa, tem a obrigação de sufocar os bicolores. Será o maior desafio do Papão: vencer a primeira partida fora de casa, mantendo a mesma equipe já entrosada em campo, com uma única mudança: no comando técnico.

Técnico motiva disputa dentro do elenco

O treinador Givanildo Oliveira desembarcou na capital paraense no exato momento em que o Paysandu empatava em 0 a 0, diante do Paraná, no Mangueirão. Apesar de ter perdido os 45 minutos iniciais, foi possível ver o time arrancar dois gols na etapa final e sair coma primeira vitória na Série B. Nos dias seguintes, apenas dois treinos deram a cara que o Papão leva para o jogo contra o Atlético/GO.

Uma das primeiras atitudes foi observar o número elevado de atletas no plantel. São 45 ao todo, e destes, Givanildo conhece alguns, sobretudo os remanescentes em sua última passagem por Belém, durante a Série C do ano passado.

Contudo, também existem aqueles que nunca trabalharam com o treinador, que agradou a todos, de recém-contratados a titulares de longa data. Trocando em miúdos, é chegada a hora de vencer na bola. Ordem para os 11 protagonistas do Paysandu do espetáculo.

“Hoje está em aberto. Acho que as posições estão ai, e os atletas brigam de forma sadia pela vaga. Quem ganha é o Paysandu. Não conheço o Givanildo, não joguei contra, nem a favor, mas sei de sua história no Nordeste. É um técnico vencedor e isso é importante para o Paysandu”, destaca o meia Diego Barboza, um dos “calouros” da equipe. Com Giva, o Papão ganhou vários títulos estaduais, a Copa Norte e a Copa dos Campeões.

A camisa bicolor tem que pesar lá no Serra Dourada

Antes da viagem rumo à Goiânia, o técnico Givanildo Oliveira fez apenas um treino coletivo com os jogadores que não atuaram contra o Paraná, na última terça-feira. Até este momento, a responsabilidade recaia sobre o auxiliar técnico Rogerinho Gameleira. Já na capital goiana, mais um trabalho, desta vez um treino técnico. Foi o possível, não sem ter a contrapartida dos atletas.

“O pensamento é sempre mantido nas vitórias. Pontuar é uma necessidade. Às vezes não dá para vencer, mas trazer ao menos um ponto fora de casa é muito importante. A nossa equipe é grande, tem qualidade e um técnico experiente. Vamos jogar no Serra Dourada, que é um estádio grande e muito bom. Mas o adversário terá seu perigo, só que esperamos fazer um grande jogo”, assegura o camisa 1 do Papão, o goleiro Zé Carlos.

Givanildo manteve a base, mas levou várias opções, além de ter mantido os contratados Zé Antônio e Janílson na equipe principal. No banco, terá o reforço do goleiro Marcelo, dos atacantes Marcelo Nicácio e Careca, além do meia Diego Barboza.

Diego, aliás, aguarda tranquilamente por uma chance. “O importante é você ganhar a confiança e estar no grupo. Aos poucos, eu vou tentando conquistar a minha vaga e ajudar o Paysandu. Mesmo que seja 10, 15 minutos, eu vou me sacrificar pelo resultado. Procuro marcar mais, dar segurança, e respeito todos os companheiros que aqui já estavam”, diz.

O intuito neste jogo é repetir o bom índice técnico que garantiu a vitória contra o Paraná, mas com um banco de reservas gabaritado. Quanto ao esquema tático, mantém-se o mesmo 4-4-2, novamente com Alex Gaibu no lugar de Djalma, e a dupla de zaga Diego Bispo e Raul. A julgar pelo último resultado, os bicolores esperam no mínimo um empate, mas não custa nada pensar que os três pontos podem entrar na bagagem.

Anselmo mal chegou e já deve jogar 

O Atlético (GO) não está exatamente numa situação desconfortável. Após quatro rodadas, o campeonato segue embolado, com pontuações mínimas que separam por exemplo, o Asa/AL, em 17º, com quatro pontos, do Avaí, na sexta posição, com sete. É nessa expectativa e no baixo rendimento reprovado pelo técnico Waldemar Lemos, que o Dragão Campineiro quer apagar o retrospecto desfavorável com uma vitória nesta noite.

Na véspera do jogo, o treinador comandou um trabalho com bola, onde apresentou e escalou o recém-contratado atacante Anselmo. No entanto, não há certeza se a vaga será ocupada por ele ou por Ricardo de Jesus. As mudanças são motivadas por índices técnicos, como o meia Robston, que saiu do time após a derrota para o Palmeiras e agora ganha nova oportunidade.

Outro possível titular pode ser o zagueiro Arthur, que deve entrar no lugar de Ernandes, lesionado. O indicativo de mudanças é apenas uma mostra do objetivo de Waldemar Lemos. Ricardo de Jesus, por exemplo, foi artilheiro do campeonato estadual, mas foi sacado da equipe.

Os atletas, por sua vez, aprovam a decisão, caso seja confirmada. “Pode haver algumas mudanças na equipe, o treinador tem essa possibilidade de mexer, mas isso não tira o esforço que vamos fazer por jogar dentro de casa, onde temos a possibilidade de sair com a vitória”, pontua o volante Dodó.

(Diário do Pará)

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