Demitido, Jorginho lamenta falta de reforços no Flamengo

10/06/2013

 

Rio de Janeiro, RJ, 10 (AFI) – Demitido na semana passada do comando do Flamengo, o técnico Jorginho deu entrevista coletiva nesta segunda-feira, no Rio, para explicar a sua saída do clube, depois de apenas 14 jogos no comando da equipe. O treinador evitou criticar a diretoria flamenguista, dizendo que respeita a decisão tomada pelos dirigentes, mas lamentou principalmente a falta de reforços e de tempo para poder conseguir atingir melhores resultados à frente do clube.

O comandante admitiu que manifestou insatisfação com o vice de futebol do Flamengo, Wallim Vasconcellos, pela não contratação de nomes de peso, após ser comunicado que não fazia mais parte dos planos do clube. E ele também lamentou o fato de que a proposta feita a ele anteriormente, de um trabalho a longo prazo, não foi cumprida pela diretoria.

“Tudo que queriam era mudar a imagem de imediatismo, mas não foi isso que aconteceu. Ainda assim respeito a decisão. Preciso reconhecer que gostaria muito que fosse diferente, que tivesse sido uma passagem de maior sucesso”, disse Jorginho.

Já ao falar sobre jogadores que foram contratados, o treinador reconheceu que esperava pela chegada de mais nomes de expressão ao clube. “Poderíamos receber reforços de peso. Dos que chegaram diretamente por mim foram dois: Marcelo Moreno e Roger Carvalho. Os outros, que vieram por meio de observações feitas pela diretoria, foram aprovados por mim… Me passaram que fariam um esforço pra trazer jogadores de mais peso, que não sentiriam tanto a camisa do Flamengo, mas isso não aconteceu”, apontou.

Ex-jogador de sucesso com a camisa do Flamengo e tetracampeão mundial com a seleção brasileira em 1994, Jorginho também negou que estivesse enfrentando problemas de relacionamento com o elenco rubro-negro, onde disse que tinha “o melhor ambiente possível”. Entretanto, ele reclamou do fato de que as informações internas sempre acabavam sendo vazadas para os jornalistas, o que também acabou o prejudicando, segundo o comandante.

“O Flamengo é o tempo todo um turbilhão. Nada do que a gente conversa internamente fica sem vazar para a imprensa. Em todo lugar tem um ‘X-9’. Esse é o Flamengo, e a gente tem que conviver com isso”, ressaltou.

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