Olímpia-PAR 2 x 0 Atlético-MG – Yes, we can! Again!?

18/07/2013

 

Belo Horizonte, MG, 17 (AFI) – “Já revertemos uma vez e é possível fazermos isso de novo, com o apoio da nossa torcida” e “temos mais times que eles e eu acredito”. Essas foram as frases de Victor e Diego Tardelli na saída do gramado do Defensores Del Chaco. O pensamento positivo constratava com a decepção de todo o time do Atlético-MG, que perdeu para o Olímpia, por 2 a 0, na noite desta quarta-feira, na primeira partida da final da Copa Libertadores. O segundo gol paraguaio veio aos 48 minutos do segundo tempo

Conforme determinação da Conmebol, a partida de volta, marcada para a próxima quarta-feira, não poderá ser realizada na Arena Independência, já que a capacidade mínima de um estádio para receber uma decisão de Libertadores é de 40 mil torcedores. Por isso, o confronto será no Estádio Mineirão e a expectativa é que mais de 50 mil pessoas torçam pelo Galo.

Para ficar com o título inédito da Libertadores, o Atlético-MG terá que vencer por três ou mais gols de diferença, já que a vitória por apenas um gol leva a decisão para os pênaltis. Enquanto isso, o Olímpia se sagra campeão com uma derrota por até um gol de diferença. Vale lembrar que na final não existe gol fora como critério de desempate.

Galo começou bem, mas vacilou
O Estádio Defensores Del Chaco estava completamente lotado e a torcida do Olímpia fazia uma bonita festa nas arquibancadas, mas o Atlético-MG balançou primeiro as redes, aos seis minutos. Tardelli recebeu lançamento de Marcos Rocha e bateu por cima de Martín Silva. O árbitro, porém, anulou o gol assinalando impedimento do atacante. A resposta paraguaia veio logo depois. Ronaldinho Gaúcho perdeu a bola e Aranda arriscou de longa distância. Salgueiro se esticou todo e quase desviou de carrinho.

O Olímpia abusava muito das faltas no início do jogo, principalmente para parar os contra-ataques, tanto que Giménez e Miranda foram amarelados antes dos 20 minutos. No contra-ataque, o Galo esteve próximo de abrir o placar. Marcos Rocha lançou Diego Tardelli, que ganhou na velocidade dos zagueiros e bateu na rede pelo lado de fora. Quando o Atlético era melhor em campo, o time paraguaio abriu o placar, aos 22.

Silva carregou a bola sem marcação, passou por Réver e soltou a bomba. A finalização ainda tocou na trave antes de entrar, sem chances para Victor. O Atlético assustou depois da cobrança de falta de Ronaldinho Gaúcho, mas a bola tocou em Mansur e saiu pela linha de fundo. Na hora de cobrar escanteio, R10 alertou a arbitragem das pedras que estavam sendo jogadas pelos torcedores paraguaios em sua direção.

As principais jogadas ofensivas atleticanas era pelo lado direito. Marcos Rocha, mais uma vez, lançou Diego Tardelli, que ia saindo na cara de Martín Silva. Atento, o goleiro defendeu a bola nos pés do atacante. Nos minutoa finais, o Olímpia teve duas boas chances de ampliar. Na primeira, Salgueiro passou fácil por Richarlyson e bateu. A bola desviou em Réver e saiu raspando a trave de Victor, já batido no lance. Depois, Bareiro aproveitou cobrança de falta e cabeceou por cima.

Que judiação!
Logo na volta do intervalo, Luan passou para Diego Tardelli, que tirou do zagueiro com o domínio, invadiu a área e bateu cruzado. A bola passou raspando a trave e por muito pouco Ronaldinho Gaúcho não conseguiu completar. Apoiado pela torcida, o Olímpia esboçou uma pressão, principalmente em bolas cruzadas, já que Ferreyra entrou justamente para isso. Preocupado, o técnico Cuca realizou duas mudanças.

O meia Rosinei e o atacante Guilherme entraram nos lugares de Ronaldinho Gaúcho e Luan, respectivamente. O R10 era presa fácil para os paraguaios e deixou o gramado bastante vaiado. Apesar de ter mais posse de bola, o Olímpia não conseguia furar o bloqueio atleticano, que parecia satisfeito com a derrota por apenas 1 a 0. Aos 31, Ferreyra desviou chute de fora da área e Victor defendeu com o peito.

A torcida do Galo presente no Defensores Del Chaco ficou com o grito de gol preso na garganta aos 33. Jô recebeu lançamento dentro da área, dominou e bateu rasteiro. Martín Silva, com os pés, impediu o empate atleticano. E o Olímpia perdeu um gol inacreditável logo depois. Ferreyra recebeu de Silva e, com Victor batido no lance, bateu rasteiro. Leonardo Silva salvou em cima da linha, mas a bola sobrou para Bareiro, que conseguiu mandar para fora mesmo com o gol aberto.

Aos 45 minutos, Richarlyson fez uma falta dura no campo de ataque e acabou sendo expulso direto pelo árbitro. Com um homem a mais, o Olímpia partiu com tudo para cima do Atlético-MG em busca do segundo gol, enquanto os comandados de Cuca se defendiam com todos os jogadores. No último lance, porém, veio o castigo. Pitonni acertou uma linda cobrança de falta, no ângulo de Victor, que foi atrapalhado por Alecsandro.

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