Paysandu quer fazer as pazes com a vitória hoje

08/10/2013

 

A hora da reabilitação. É desta maneira que o Paysandu encara o jogo de hoje, às 21h50, contra o Boa Esporte-MG, pela 28ª rodada da Série B do Brasileiro. O Papão espera tirar proveito do fato de o jogo ser na Curuzu, que, dependendo da presença do torcedor, poderá se transformar num “caldeirão”. O time bicolor vem de uma derrota, fora de casa, frente ao São Caetano-SP, ocupando a 16ª posição na classificação, com 28 pontos. A vitória é de vital importância para que o Papão permaneça afastado da zona de rebaixamento.

O Boa tem situação bem melhor. A equipe mineira é a 12ª colocada, com 35 pontos. O time, comandado por Nêdo Xavier, no entanto, vem de uma sonora goleada, por 4 a 0, diante do Oeste-SP. Portanto, a ordem é vencer e apagar da cabeça de seu torcedor o vexame dado dentro de casa. Diferente do adversário, que retornou de São Paulo no domingo, sem tempo para treinar, o Boa pôde fazer sua preparação em tempo adequado, já que, na rodada passada, jogou na sexta-feira.

Lutando contra o relógio, o técnico alviazul, Vagner Benazzi, ministrou, ontem pela manhã, na Curuzu, o único treinamento com vistas ao jogo. Durante a movimentação, ele procurou ajustar o posicionamento do time. O técnico também exigiu melhor aproveitamento nas finalizações dos jogadores de ataque. Nos últimos jogos, a equipe até que conseguiu criar jogadas ofensivas, mas pecou no arremate final.

Benazzi não pode contar com o volante Vanderson, suspenso, mas, para compensar, tem à sua disposição o zagueiro Raul e o lateral-direito Pikachu, livres de suspensão. O atacante Marcelo Nicácio, lesionado, segue fora dos planos. O treinador deu sinais de que poderá fazer mudanças. Uma delas seria no gol, com a saída de Paulo Rafael e a entrada de Marcelo. O treinador também poderá lançar mão de Jailton, no meio-campo. Ao final do treino, o comandante bicolor preferiu não adiantar a escalação da equipe, o que ele fará minutos antes de o jogo começar.

Pendurados preocupam o time bicolor

O sinal amarelo está aceso na Curuzu. O Papão entra em campo para enfrentar o Boa Esporte-MG com uma “penca” de jogadores pendurados e que, levando o terceiro cartão, fatalmente, desfalcarão o time no jogo seguinte, dia , contra o ABC. A lista conta com os seguintes atletas: Fábio Sanches, Zé Antônio, Pablo, Eduardo Ramos e Alex Gaibu. A relação tem ainda o goleiro Marcelo e os volantes Esdras e Vanderson, expulso diante do São Caetano-SP, sem que os amarelos acumulados tenham sido eliminados.

Embora conte com um elenco “inchado”, formado por 41 jogadores, o técnico Vagner Benazzi, desde que chegou a Curuzu, vem convivendo com seguidos desfalques. No jogo passado, por exemplo, ele não pôde contar com o zagueiro Raul e o lateral-direito Pikachu, este titular absoluto, por causa do terceiro amarelo. Antes, na partida com o Atlético-GO, foi Eduardo Ramos quem teve de ficar de fora por estar suspenso. O recordista de “amarelo” no grupo bicolor é o zagueiro Fábio Sanches: oito cartões.

As lesões também têm perseguido o trabalho de Benazzi. O último atleta a sofrer lesão e, por isso, afastado do time foi o atacante Marcelo Nicácio, que se recupera de uma contusão na panturrilha. Surgiram especulações em torno da volta do atleta contra o Boa, mas o atleta pediu um tempo para ser utilizado somente quando estiver 100% recuperado, o pode acontecer para a partida contra o ABC-RN.

Mais do que nunca, torcida tem que ser fiel

Em descrédito com os torcedores, após duas tentativas fracassadas de vencer fora de casa, ainda assim os jogadores e membros da comissão técnica do Paysandu apelam à Fiel para que ela lote a Curuzu, hoje, contra o Boa. Os bicolores estão conscientes de que precisam se acertar com o torcedor, que, com toda a razão, está na bronca com o time. O atacante Dennis, por exemplo, admitiu, ontem, na Curuzu, que a equipe está em débito com os torcedores após o empate com o Guaratinguetá-SP e, principalmente, a derrota frente ao São Caetano-SP.

“É até complicado a gente pedir o apoio do torcedor depois de uma derrota”, admitiu. “Quando cheguei aqui, assisti ao jogo e vi a força que o torcedor traz à equipe”, completou. Em seguida, o atacante, que perdeu chances preciosas de marcar nos dois jogos em São Paulo, mostrou sua confiança na fidelidade da nação bicolor. “Tenho certeza de que o torcedor entende o momento difícil que passamos e lotará a Curuzu”, previu.

Dennis reconheceu que no jogo em São Caetano do Sul faltou algo ao Paysandu. “Acho que não tivemos competência na partida. Eu mesmo tive uma boa oportunidade (de marcar gol) e deixei passar”, comentou. “Também não contamos com o fator sorte”, prosseguiu. O atleta acha que o fato de o time não ter conseguido em 14 jogos vencer fora de casa pode estar tirando a tranquilidade do grupo. “Isso pode estar pesando no emocional da equipe. Mas tenho certeza de que a vitória vem na hora certa”, concluiu o jogador.

O técnico Vagner Benazzi, num discurso parecido com os demais membros da comissão técnica do clube, também convocou a Fiel a comparecer hoje à Curuzu. “O torcedor pode fazer a diferença a nosso favor. Por isso, será importante contar com o estádio cheio, com o torcedor ajudando o time”, disse o treinador.

(Diário do Pará)

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