Paysandu tem dez rodadas para se recuperar

10/10/2013

 

Depois de uma apresentação bisonha contra o Boa Esporte-MG, que jogou o Paysandu para a zona de rebaixamento, o elenco bicolor ganhou a quarta-feira de folga, com os jogadores de pernas para o ar. O grupo só volta ao trabalho hoje pela manhã, quando, em meio a um ambiente ruim, começa a se preparar para enfrentar o Figueirense-SC, em Santa Catarina. O técnico Vagner Benazzi tem uma semana para tentar arrumar a casa, que está a cada partida mais bagunçada, com o fantasma da queda à Série C rondando a Curuzu.

Apesar da ameaça de rebaixamento iminente, Benazzi afirma ter confiança na permanência do Papão na Segundona. Ele pediu paciência aos torcedores após o empate, sem gols, frente ao Boa. “Não há motivo para desespero, gente. Não temos dois, três jogos a disputar. São dez partidas, com trinta pontos em jogo”, argumenta. Para o técnico, o resultado de anteontem não foi de todo ruim. “Péssimo seria perder. É claro que a gente gostaria de ter os três pontos. Mas temos um ponto a mais”.

Diferente dos torcedores, que pediram raça ao time contra o Boa, o treinador não acredita que tenha faltado vibração à sua equipe na partida. “Não existe raça no futebol. Existe futebol. Quem sabe, sabe. Quem sabe vai sempre jogar bem e deixar o torcedor satisfeito”, diz. O comandante espera que, a partir do difícil jogo com o Figueira, o Papão inicie uma série de bons resultados, que possam tirar o time da situação delicada em que se encontra.

Benazzi garante confiar no elenco que tem para reagir na Segundona. “Tenho certeza que muitos dos nossos jogadores, sobretudo os mais experientes, vão puxar para si a responsabilidade de tirar o time dessa colocação”, revela. “Estou muito confiante. Acredito nesse pessoal”, ratifica Benazzi, que recebe o elenco hoje pela manhã, na Curuzu, dando prosseguimento aos preparativos para o confronto no Orlando Scarpelli, em Florianópolis, até este domingo (13).

A viagem do time para a capital catarinense acontece na próxima segunda-feira (14).

Time terá pelo menos três desfalques

Para o jogo contra o Figueirense, o técnico Vagner Benazzi não vai poder contar com pelo menos três de seus jogadores titulares: o zagueiro Fábio Sanches, o lateral-esquerdo Pablo e o volante Zé Antônio.

O trio recebeu o terceiro cartão amarelo diante do Boa Esporte e, desta maneira, vai ter de cumprir suspensão. Em compensação, o técnico Benazzi terá à sua disposição o volante Vanderson, que não pôde atuar na última terça-feira (8) por ter sido expulso diante do São Caetano-SP. Embora tenha recebido o cartão vermelho no jogo do Anacreto Campanella, o meio-campista segue na lista dos jogadores pendurados.

Antes de entrar em campo contra o Boa Esporte, o Papão tinha um total de oito jogadores acumulando dois cartões. Com a suspensão de Sanches, Pablo e Zé Antônio, permanecem na lista, além de Vanderson, o goleiro Marcelo, o volante Esdras e os meias Eduardo Ramos e Alex Gaibu.

Com o amarelo recebido diante do time mineiro, Sanches chegou a marca de nove cartões dentro da Série B do Brasileiro, sendo o recordista de punição no elenco.

O grande problema é lá na frente

Apesar de todo o discurso otimista, com relação à permanência do Paysandu na Série B em 2014, o técnico Vagner Benazzi não esconde sua preocupação com o ataque bicolor. Para ele, este é o único setor da equipe que ainda lhe causa dor de cabeça, embora a defesa alviazul esteja entre as sete mais vazadas da competição, com 41 gols sofridos. O treinador admite que ainda não conseguiu encontrar a formação ofensiva ideal para o Papão. “Essa tem sido a minha maior dificuldade”, conta.

O treinador ressalta que, desde que chegou à Curuzu, já testou diferentes composições no ataque, mas que nenhuma delas lhe trouxe o resultado positivo. Ele justifica a escalação de Careca, contra o Boa, pelo gol que o atacante fez na derrota por 3 a 1 diante do São Caetano-SP. “Ele entrou no jogo lá, fez o gol e se movimento bem. Se entro com o Dennis, me pediriam o Careca. Por isso resolvi testar os dois. Infelizmente, a resposta não veio”, lamenta.

Com o atacante Marcelo Nicácio em fase final de recuperação de uma lesão na panturrilha, o treinador não descarta o retorno do atacante diante do Figueira. “Agora que tenho o Nicácio, quem sabe se não uso os três”, avisa. Sobre a discreta atuação do atacante Héliton, o treinador afirma: “Acho o Héliton um bom jogador, mas o lateral deles (Boa Esporte) colou o tempo todo nele”, alega Benazzi.

O treinador faz elogios ao goleiro Paulo Rafael, que evitou, com defesas importantes, que o resultado da última terça-feira fosse ainda pior. “O nosso goleiro foi muito bem no jogo. Ele nos ajudou bastante na partida”, avalia.

No geral, o treinador faz elogios à defesa bicolor. “Deu para sentir a força de nossa defesa”, afirma. “O problema a ser resolvido é mesmo lá na frente. Solucionando essa questão, com toda a certeza vamos colher os resultados que nos interessam”.

Diretoria pede apoio da polícia

A diretoria do Paysandu deve tomar medidas de precaução hoje, quando o elenco do clube volta aos treinos, após o empate, em casa, diante do Boa Esporte. O diretor de segurança do clube, Carlos Silva, teria uma conversa, ontem, com o presidente Vandick Lima para tratar do assunto. “Ele é quem vai determinar essa situação”, disse Silva. De antemão, no entanto, o dirigente ficou de entrar em contato com o comandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC), coronel Campos, quando solicitaria o apoio da Polícia Militar a fim de evitar protestos exagerados por parte dos torcedores.

“Existem duas viaturas que fazem a ronda da área. Vou pedir ao coronel que uma delas fique de plantão aqui”, adiantou Silva. O dirigente informou, ainda, que estará em contato permanente com um dos oficiais do CPC para que em qualquer eventualidade aumentar o número de policiais no estádio. A direção bicolor teme que os protestos exagerados ocorridos após os jogos contra o Bragantino-SP e Paraná-PR, quando integrantes de facções de torcedores invadiram o gramado da Curuzu, colocando em risco a integridade física dos jogadores e comissão técnica, voltem a ocorrer.

(Diário do Pará)

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