Números mostram situação de desespero do Paysandu

17/10/2013

 

Não tem saída. Se quiser mesmo evitar o rebaixamento à Terceirona de 2014, ano de seu centenário, o Paysandu precisa reagir na Série B do Campeonato Brasileiro. E o primeiro passo para isso pode ser dado nos dois jogos seguidos que o time fará dentro de casa. O primeiro deles, amanhã, contra o Avaí-SC e o segundo, na próxima terça-feira (22) diante do ABC-RN. As partidas serão disputadas na Curuzu, que pode, dependendo da presença do torcedor, se transformar em aliada da equipe alviazul. Mas, a missão, independente do apoio ou não da Fiel, não é das mais fáceis, em função da qualidade dos adversários e das estatísticas.

Sem nenhuma chance de acesso à elite brasileirão, o Papão tem como meta evitar a queda, depois de ter passado seis anos no inferno da Série C. Contudo, os números, que dizem não mentir jamais, conspiram contra os bicolores. De acordo com o site www.chancedegol.com.br, especialista em prognóstico esportivo, o Paysandu, após a 330ª rodada, tem 77,2% de chances de rebaixamento. Pior que o time paraense só mesmo São Caetano-SP e Asa-AL, que têm 94,4% e 99,92% probabilidades de cair, respectivamente. Para o jogo de amanhã, contra o Avaí, as perspectivas para o Papão, segundo o site, também não são lá muito boas: 38,4% (vitória), 25,6% (empate) e 36,0% (derrota).

Com 47 pontos, o Avaí briga para entrar no G4. Já o ex-lanterna ABC reagiu no returno e vem de seis vitórias seguidas.

Mais saídas podem ocorrer no elenco

O clima deve esquentar hoje pela manhã, na Curuzu, quando acontece a reapresentação do elenco do Paysandu, após a derrota diante do Figueirense. Se antes da viagem o torcedor já mostrava insatisfação, cobrando do técnico Vagner Benazzi e dos jogadores resultado, inclusive com reunião nos vestiários do estádio bicolor, agora, após o 12ª tropeço da equipe fora de Belém, a pressão deve ser maior ainda. A iminente queda do time para a Terceirona ameaça entornar o “caldeirão” bicolor. Especula-se que a onda de dispensa, iniciada após o empate em casa, contra o Boa Esporte-MG, com a liberação de três jogadores – Diego Bispo, Esdras e Talles – volte a bater na Curuzu.

A diretoria nada confirmou sobre uma suposta lista de jogadores que seriam liberados. É possível que hoje, com o time já em Belém, os dirigentes venham a se pronunciar sobre o caso. Embora o clube tenha liberado os três jogadores e cedido, por empréstimo, outros três ao Independente, de Tucuruí, o elenco bicolor continua inchado, com quase 40 atletas. Um número que ao invés de ajudar só atrapalha o trabalho do treinador. Benazzi, no entanto, em nenhum momento reclamou da “obesidade” do grupo, comportamento diferente ao que tiveram os ex-treinadores Givanildo Oliveira e Arturzinho.

Time terá só um dia de treino

O técnico Vagner Benazzi tem o treino de hoje pela manhã, na Curuzu, para tirar suas dúvidas e definir a equipe do Paysandu para enfrentar o Avaí-SC. O treinador tem à sua disposição o zagueiro Fábio Sanches e o volante Zé Antônio, que cumpriram suspensão diante do Figueirense-SC. Por outro lado, o atacante Careca, punido com o terceiro cartão amarelo, é carta fora do baralho. A escalação do meia Djalma e do atacante Marcelo Nicácio é uma incógnita. O treinador terá uma conversa com o médico do clube para saber se os atletas terão ou não condições de entrar em campo.

As possibilidades de Djalma e Nicácio enfrentarem o Avaí, segundo uma fonte ligada ao clube, são remotas. O primeiro se recupera de lesão na região adutora da coxa esquerda, que o tirou do jogo em Florianópolis. Já Nicácio sofreu uma contusão na panturrilha da perna esquerda e vem fazendo trabalho de reforço muscular.

Além das dúvidas quanto a escalação do time, Benazzi também não sabe ainda se manterá o sistema com o qual começou a partida com o Figueira – o 3-6-1 – ou se adotará o tradicional 4-4-2, sistema usado pelo Papão no segundo tempo do jogo no estádio Orlando Scarpelli. A dúvida também será tirada hoje no trabalho da equipe.

(Diário do Pará)

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