Coluna do Gerson Nogueira – 07.11.13

07/11/2013

 

Parabéns aos responsáveis!

Como já era esperado, o Paissandu foi condenado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva pelos incidentes violentos da partida contra o Avaí na Curuzu, pela 31ª rodada da Série B. A 3ª Comissão Disciplinar penalizou o clube com a perda de seis mandos e multa de R$ 80 mil. É uma das sentenças mais rigorosas aplicadas pelo tribunal neste ano.

Apesar de não ter efeito imediato, pois o Paissandu vai jogar contra Oeste e Palmeiras em Belém, o castigo terá que ser pago em algum momento e é provável que a última partida em casa pela Segundona – contra o Bragantino – seja realizada em Paragominas.

Mais que isso: o Paissandu terá perdas estendidas até a próxima temporada, sendo obrigado a cumprir cinco jogos fora de Belém, longe da torcida e com baixa expectativa de faturamento. É um preço extremamente caro e que deve levar, pela primeira vez, a uma medida judicial contra os torcedores responsáveis pelos tumultos.

Segundo o diretor jurídico do Papão, advogado Alberto Maia, há desta vez a firme disposição de mover uma ação judicial contra a facção denominada Torcida Bicolor (ex-Terror), identificada como pivô da confusão no estádio. O alto custo da perda de mandos é desde já uma das dores de cabeça da diretoria para a próxima temporada.

Como o mérito do caso ainda não julgado, o clube vai recorrer ao Pleno do STJD para diminuir a pena. O problema é que a procuradoria do tribunal também planeja pedir um endurecimento da punição, ampliar a multa e interditar a Curuzu.

O desfecho da história novamente é inteiramente desfavorável ao clube, que arca com despesas para manter elenco caro e estrutura compatível com a Série B. Não pode é ser sabotado por parte de sua torcida. Ou, pelo menos, um grupo que se intitula torcedor, embora tenha práticas de baderna explícita.

Que esta nova condenação sirva para estabelecer um novo marco na relação entre o Paissandu e as facções mais violentas de sua imensa torcida. Não é possível mais conviver com um problema que é bem localizado e só depende de ações firmes para ser resolvido.

Mais do que nunca, espera-se que o clube providencie o cadastramento dos torcedores das ditas “organizadas”, a fim de evitar que o clamor popular e o amor verdadeiro da parte saudável da massa bicolor acabem comprometidos pela banda podre. O Internacional (RS) tomou esse cuidado e hoje consegue conviver bem, lucrando inclusive, com sua apaixonada torcida.

Brasileiro abre caminho para o topo

Neymar não é o dono do time, nem a estrela principal, mas caminha a largas passadas em direção a um lugar de destaque no Barcelona. Seu comportamento destemido diante do Milan, ontem, evidencia um crescimento pessoal dentro do elenco e perante a torcida.

Não abriu mão do estilo abusado, dos dribles e da capacidade de irritar os adversários. Cavou um penal no primeiro tempo, abrindo caminho para a vitória, e esteve a pique de marcar um gol antológico no segundo tempo. Driblou quatro marcadores e errou por pouco a gaveta milanesa.

Mostrou, acima de tudo, que continua o mesmo atacante de grandes recursos e técnica apurada. Messi ainda é o líder da companhia, concentra as jogadas dos companheiros, mas sabe que terá em Neymar uma grande sombra.

O duelo entre ambos talvez não se desenhe no ambiente do clube, mas daqui a alguns meses durante a disputa da Copa do Mundo, que definirá também o melhor jogador da temporada de 2014.

Decisão entre times operários

O confronto entre rubro-negros delineado para a final da Copa do Brasil não poderia ser mais justo e representativo do atual momento do futebol brasileiro. Flamengo e Atlético-PR atravessam boa fase, com esquadrões sem astros e técnicos pouco badalados.

A diferença em relação a elencos mais estrelados está na aplicação dos jogadores e na simplicidade dos esquemas, centrados na velocidade e na marcação. Será uma autêntica decisão entre equipes operárias.

Fonte: http://www.radioclubedopara.com.br/noticia.php?nIdNoticia=45068&nTipo=0

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