Pirão confia, mas cobra o grupo

16/12/2013

 

Em seu discurso de boas vindas, o presidente Zeca Pirão lembrou de momentos infelizes que o Remo tem passado nos últimos cinco anos. Considerou inaceitável que o clube convivesse numa penúria sem fim, com a escassez de títulos e até mesmo de alguma representatividade no cenário nacional. “Tivemos o maior cuidado em escolher cada jogador que iria vestir a nossa camisa por sabermos que eles dariam o melhor aqui no Remo. Quem não suar a camisa, não entra em campo. Isto é uma promessa”, dá o recado.

Em relação ao Camisa 33, a explicação foi enfática. “O Eduardo Ramos foi o maior jogador do Pará neste Campeonato Paraense. Foi a cabeça pensante do maior rival, por isso pensamos na contratação dele, que já esperava jogar no Remo. É isso que a torcida precisa entender e vai, quando ele jogar bem”, segue.

Por fim, o presidente garantiu que todo o investimento será compensado dentro de campo. “Vamos fazer de tudo, dar o nosso sangue, para dar o primeiro título da Copa Verde ao Remo. A segunda promessa é ser campeão paraense e ao final dessas competições sermos campeões brasileiros da Série D”, promete o mandatário azulino.

Finalistas da Série B do Campeonato Brasileiro de 1984, quando o Londrina derrotou o Remo de Dadinho e se sagrou campeão, o duelo entre a Tubarão paranaense e o Leão paraense não registra muitos jogos, mas alguns momentos são dramáticos na história dos confrontos entre os dois clubes.

Com a expectativa em torno do projeto Camisa 33 e os quase cinco meses de trabalho do técnico Charles Guerreiro à frente do time, esperava-se um bom jogo no reencontro entre os times, ontem à tarde, logo após a apresentação de Eduardo Ramos como dono da Camisa 33. O jogo, porém, acabou decepcionando o torcedor. Ao final dos 90 minutos, o placar apontava um 0 a 0, onde nenhum dos dois goleiros chegou a fazer uma defesa e os lances agudos foram raros.

O primeiro tempo começou com o Londrina tomando conta das ações ofensivas, trocando passes e fazendo transição rápida para o ataque, enquanto o Remo apostava em contra-ataques e corridas para a linha de fundo. O Remo atuou, na prática, com cinco jogadores em seu meio campo e apenas Val Barreto isolado no ataque. Totalmente voltado para o lado direito, o Remo só contava com Alex Ruan na ponta esquerda e deixava muito espaço para o Londrina avançar. Aos 10 minutos, Rony Dias recebeu cruzamento dentro da área e Igor João desarmou. Aos 30, o meia recebeu lançamento dentro da área azulina e, de cara com Fabiano, isolou a bola. O Remo teve sua melhor chance aos 44, quando, após troca de passes, Rodrigo recebeu a bola dentro da área e chutou próximo ao gol de Vitor.

Na segunda etapa, após as mexidas de Charles Guerreiro, o Remo ficou mais ligado na partida e passou a se arriscar mais no ataque, principalmente através de Jayme e Teddy com mais movimentação e tomando mais controle do jogo. Sem receber bolas, o atacante voltou para buscar jogo e atuou como pivô para a chegada de Rodrigo e Teddy no ataque.

A partir dos 25 minutos, o Londrina voltou a tomar o controle da partida e perdeu a melhor chance aos 28. Após grande jogada de Diego Roque, que avançou do meio de campo à linha de fundo, ele cruzou para a área, o atacante Joel tocou na bola e Diogo Silva salvou praticamente de dentro do gol.

O Remo só teve chance mais clara aos 43, quando Rubran recebeu cruzamento dentro da pequena área e saltou atrasado para o cabeceio, errando por pouco o último ataque do jogo.

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