Pikachu e Papão não chegam a acordo

10/01/2014

 

São remotas as chances de o lateral-direito Yago Pikachu continuar no Paysandu para a disputa do Campeonato Paraense. Ontem, em Barcarena, o jogador e seus representantes voltaram a se reunir com o presidente bicolor Vandick Lima e o executivo do clube, Sérgio Papellin, para tratar da transferência do atleta para o Goiás-GO. O empresário Luiz Henrique, que detém parte dos direitos econômicos do lateral, resolveu oferecer R$ 300 mil, o dobro da proposta inicial, para que o Papão libere o atleta para o clube esmeraldino. Para completar, em conversa com Vandick, o jogador pediu para deixar o Papão.

Mas a negociação até ontem não havia sido fechada. O presidente bicolor seguiu com a posição de manter Pikachu na Curuzu até o término do contrato do atleta ou até o aparecimento de uma proposta mais vantajosa para o Paysandu e para o próprio Pikachu. “A minha posição continua sendo a mesma de contar com o jogador para essa temporada”, afirmou Vandick. Mas, o fato de o lateral ter mostrado, por duas vezes, o desejo de sair causou preocupação. “Pela primeira vez ele me pediu para sair. Ontem (anteontem) ele me ligou pedindo a sua liberação e hoje (ontem) aqui em Barcarena voltou a insistir”, revelou Vandick.

O presidente conta que propôs a Pikachu aumento salarial de 50%, mas o jogador se mostrou irredutível. “Ele seria o maior salário do elenco”, declarou o mandatário. O presidente falou sobre o aumento do valor oferecido pelo investidor para tirar o atleta da Curuzu. “Tanto a primeira (R$ 150 mil) como esta segunda (R$ 300 mil) estão muito longe do que pretendemos”, assegurou. Vandick disse confiar na permanência do jogador, que tem contrato até 2015 com o Papão. “É tudo aquilo que queremos, a diretoria e a comissão técnica, num ano tão importante para o Paysandu”, disse.

O presidente bicolor salientou ainda que o fato de o atleta ter mostrado desejo de sair pode criar problemas no futuro. “Não seria bom ter um jogador insatisfeito no grupo”, apontou.

O certo é que a tendência é que o lateral vá mesmo para o Goiás, mas essa novela ainda deve ter outros capítulos, uma vez que em menos de 24 horas já houve uma reviravolta.

Clube vai lutar para continuar com Pikachu

O diretor do departamento jurídico do Paysandu, advogado Alberto Maia, assegurou que o clube não tem nenhum interesse em abrir mão de Pikachu, no momento. “Não há o menor desejo de transacionar o jogador agora”, comentou Maia. O advogado salientou que o atleta tem contrato até o final de 2015 e que deverá cumprir com o acordo até o final ou até quando aparecer uma proposta superior aos valores oferecidos pelo Goiás-GO, que se aceita pagar R$ 900 mil para ter o atleta por empréstimo de um ano, sendo que o Papão ficaria apenas com R$ 300 mil e o restante ficaria com os responsáveis pelo jogador.

Maia observou que Pikachu, assim como os demais jogadores, vem tendo seus salários pagos em dia. “Já estamos cansados de perder jogadores pelo fato de o clube não cumprir com as suas obrigações. No caso do Pikachu, isso não existe”, ressaltou Maia.

O advogado apontou uma saída para que o investidor consiga sem problemas a saída do lateral da Curuzu. “Basta que ele pague a multa rescisória do contrato ou ofereça um valor dentro daquilo que o atleta vale e que o Paysandu merece por ter sido o formador do jogador”, disse.

Segundo Maia, a multa fixada no contrato do atleta é de R$ 8 milhões. Valor bem superior aos R$ 300 mil oferecidos pelo investidor do atleta pela liberação do jogador por um ano.

Reintegrado, volante se sente apto

Embora tenha se apresentado com atraso ao técnico Mazola Júnior, em Barcarena, por ter perdido o voo em seu retorno para Belém, o volante Zé Antônio, um dos remanescentes do elenco que atuou pelo Paysandu na Série B do Brasileiro de 2013, afirmou, ontem pela manhã, que se sente em condições de entrar em campo neste domingo, contra o Gavião Kyikatejê, caso o treinador assim queira. “A decisão é dele”, apontou.

“Quando cheguei, eu estava sentindo um pouco o condicionamento físico, mas agora, com os treinos que já fizemos, estou bem melhor e em condições de jogar”, avisou o meio-campista.

Zé contou, ainda, que teve uma conversa com o treinador, que o questionou, conforme relatou, seu condicionamento. “O professor queria saber como eu estava me sentindo fisicamente e eu falei que estou muito bem”, comentou. O Campeonato Paraense deste ano será o primeiro da carreira do volante, que chegou à Curuzu no ano passado faltando poucos dias para o começo da Série B do Campeonato Brasileiro. “Será uma nova experiência na minha carreira”, lembrou. “Sei que vai ser difícil, pois não conheço os adversários e, pelo que fui informado, os gramados também não são muito bons nessa época do ano devido o período de chuva”, confessou.

O volante fez elogios ao espírito de grupo que vem reinando entre os jogadores do Papão. “O grupo vem se unindo cada vez mais, com os jogadores se conhecendo melhor, sobretudo aqueles que estão aqui no Paysandu pela primeira vez”, comentou.

Zé Antônio ressaltou também que o elenco ainda não está completo e que isso é sentido em alguns treinos. “Às vezes falta jogador para algumas posições”, observou. “Mas, a gente sabe que a diretoria está se esforçando para completar o grupo o mais rápido possível”, encerrou.

Coletivo foi adiado para hoje

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