Remo teve reencontro emocionante com a torcida

14/01/2014

 

Diante de mais de 18 mil pessoas, o Cametá por muito pouco não estragou o reencontro do Clube do Remo com a sua torcida e as competições oficiais. A vitória suada por 2 a 1 premiou tanto a valentia cametaense, com um jogador a menos, quanto a persistência azulina, que nos acréscimos deu a alegria e os três pontos ao Fenômeno Azul, ontem à noite, na estreia do time no Campeonato Paraense 2014.

A partida em si foi movimentada, com domínio do Remo nos primeiros minutos. Jogadas pela lateral-esquerda e meio-campo eram mais frequentes, enquanto o Cametá sobrevivia de contra-ataques. O primeiro momento perigoso aconteceu aos 3 minutos, numa boa jogada da dupla Eduardo Ramos e Athos. O segundo quase marca, mas o goleiro Alencar Baú afastou para a linha de fundo.

Aos 14, em novo ataque azulino, o volante Alan Peterson foi expulso, após cometer falta e receber o segundo cartão amarelo. Aos 26 minutos, a expectativa em torno do Camisa 33 foi compensada. Eduardo Ramos iniciou grande jogada, conduzida com uma tabelinha com Alex Ruan, que o deixou na cara do gol para o arremate preciso: Remo 1 a 0. Nos acréscimos do primeiro tempo, o meia Robinho cobrou falta venenosa, que parou na trave azulina.

No retorno do intervalo, foi do Cametá a primeira oportunidade. Jaílson pegou a bola, aos 5 minutos, avançou sobre a marcação de Alex Ruan, invadiu a pequena área e quase marcou. Dos 9 aos 12 minutos, o Remo teve quatro chances seguidas, com André, Eduardo Ramos, Val Barreto e Leandro Cearense. Ninguém marcou. A falta de pontaria foi cruel, colocando aos remistas a pior das lições. Aos 30 minutos, Soares cobrou falta na área e o zagueiro Gil marcou de cabeça, 1 a 1.

Com a torcida do Remo calada, os jogadores assumiram a responsabilidade e voaram em direção ao ataque, mas a forma desorganizada só não fracassou porque o lateral-esquerdo Alex Ruan, nos acréscimos, acertou o canto do goleiro Baú, para garantir a sofrida, porém muito comemorada vitória azulina, que colocou o time em primeiro na classificação, ao lado do rival.

Azulinos dizem que o placar foi pequeno

O festejado reencontro do Clube do Remo com a torcida e as competições oficiais por muito pouco não foi estragado pela onzena cametaense. De um primeiro tempo dominante, mas pouco eficiente, passando por um segundo tempo desesperador, a vitória sobre o Cametá teve todos os ingredientes de uma boa partida. Mas na opinião dos jogadores do Remo, o empate não seria bem recebido.

“Seria um pecado que esse jogo acabasse em empate. O justo seria pelo menos 3 a 1, 4 a 1. Esse seria o mais certo, porque eles tiveram uma bola por um descuido nosso e fizeram o gol, enquanto o Remo criou mais, buscou mais o resultado”, argumentou o meia Athos.

A opinião foi unânime e também compartilhada pelo companheiro de área e grande destaque da noite. “Se saíssemos com o empate, teria o pior sabor do mundo. Demonstramos um bom futebol e ele precisa de uma sequência já na quinta-feira”, completou Eduardo Ramos.

Até o presidente Zeca Pirão mostrou preocupação com um possível empate. “Quem não faz, leva. Eu achei um descuido da zaga, ela precisa ser aperfeiçoada. Vou conversar com o Charles, porque não pode uma zaga competente pegar um gol desses. Mas foram oito dias de treinos, eu não tenho nenhuma dúvida que eles vão entrosar”, aposta Pirão.

Erros de finalização prejudicaram

Esmiuçando a equipe azulina, ficou claro que as finalizações ainda precisam ser aperfeiçoadas. Muito embora ela seja função dos atacantes, coube aos meias assumirem o papel mais ofensivo do time de Charles Guerreiro. Os atacantes Leandro Cearense e Val Barreto, em grande parte do primeiro tempo, tiveram atuações bem discretas, uma vez que a produção do meio-campo e laterais eram praticamente todas finalizadas entre eles próprios.

“Criamos, tivemos posse de bola, mas pecamos na finalização. Eu preciso trabalhar com eles as finalizações já para esta quinta-feira. Temos que colocar o que existe de melhor, até porque a torcida cobra. O Leandro Cearense e o Val Barreto não tiveram muitas oportunidades, mas em compensação os demais ajudaram, tanto que o Alex Ruan, numa boa jogada, conseguiu desempatar a partida”, avalia o técnico Charles Guerreiro.

Por outro lado, o treinador reconheceu que o time do Cametá soube aproveitar as poucas chances que a própria defesa azulina permitiu. “Eles fizeram um gol de bola parada. Nesse momento é preciso ter atenção redobrada, tanto prova que o adversário não desperdiçou a chance”, admite. “Nós enfrentamos um time com um jogador a menos que não se acovardou”.

Os próprios atacantes reconheceram que a atuação não foi bem avaliada. Ao ser substituído, Val Barreto mostrou claramente descontentamento consigo próprio. Para o próximo jogo, o treinador já estuda colocar na equipe os jogadores regularizados. “O Leandrão e o Potiguar parece que já estão liberados, agora vamos trabalhar com eles e aproveitar o que tem de melhor. Se eles forem melhores, vamos colocá-los, porque a torcida cobra do time e é preciso corresponder em campo”, encerra.

Cametá reclama da arbitragem

Para os jogadores do Cametá, o grande problema não chegou a ser propriamente a parte tática, mas sim o apito do árbitro Joelson Nazareno. Aos 14 minutos do primeiro tempo, o volante Alan Peterson cometeu falta e acabou expulso, por já ter levado cartão amarelo em lance anterior. Na sequência, em uma jogada parecida, o meia Eduardo Ramos, que já estava com cartão amarelo, permaneceu em campo.

“O Time está jogando bem, criamos algumas oportunidades e tivemos até uma bola na trave no final do primeiro tempo, mas acho que o árbitro prejudicou um pouco nosso time quando expulsou um jogador”, criticou o meia Robinho.

O posicionamento da equipe, na primeira etapa, demorou a acertar o toque de bola, forçando o técnico Adonaldo Vianna a promover a primeira substituição ainda no nos 45 minutos iniciais. O atacante Frutuoso Junior deu lugar a Soares, que se tornou o cobrador de faltas do time.

Aliás, foi de falta o melhor lance, mas em cobrança de Robinho, aos 47. “Nossa equipe é bem postada defensivamente e sai com velocidade. Mas com menos um jogador, abrimos espaço ao Remo, que tem qualidade. No intervalo organizei a casa, pedi que marcassem e saíssem em bloco. Foi o que deu certo no mo mento do gol, mas infelizmente o cansaço também atingiu os nossos atletas e o Remo acabou nos envolvendo”, lamentou Vianna.

(Diário do Pará)

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