Belém pode receber jogo da seleção brasileira

22/01/2014

 

No final da manhã de ontem, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin esteve em Belém, para uma visita, denominada por ele mesmo como de “cortesia”, por ocasião da ausência na posse da diretoria da Federação Paraense de Futebol (FPF), encabeçada pelo Coronel Antônio Carlos Nunes de Lima. Marin aproveitou a curta estada para falar, entre outros assuntos, sobre o futebol paraense, a criação da Copa Verde e a possível realização de um amistoso da seleção brasileira em Belém, no período que antecede a Copa do Mundo.

Marin desembarcou por volta das 12h30, e foi recebido por uma comitiva integrada pelo presidente Nunes, o vice, Maurício Bororó, o secretário especial do governo, Alex Fiúza de Melo, além de assessores e os presidentes do Clube do Remo, Zeca Pirão, e da Tuna Luso Brasileira, Charles Tuma. Em seguida foram para uma sala reservada onde conversaram por cerca de 30 minutos. Depois o dirigente foi conhecer o estádio Edgard Proença, almoçou no Mangal das Garças, seguiu para a sede da FPF e embarcou para o Rio de Janeiro.

“Diante do prestígio e da força que o Nunes tem na CBF, foram feitos alguns pedidos para nós e vamos dar a máxima atenção a eles, principalmente uma exibição da seleção brasileira, possivelmente antes da Copa. Vejo que a cidade preenche todos os requisitos para receber a nossa seleção”, destacou Marin.

Vaga na Sul-Americana ainda é incerta

Já no estádio Mangueirão, o presidente da CBF exaltou a criação da Copa Verde, mas não garantiu vaga na Copa Sul-Americana ao campeão. “Nós estamos trabalhando para isso, porque vai valorizar ainda mais a Copa Verde. Mas é preciso ter cuidado para que qualquer projeto seja bom efetivamente. Não se permite mais, no Brasil, fazer laboratório, sobretudo em ano de Copa do Mundo”, disse. Marin afirmou também o seu contentamento com a paixão do torcedor paraense pelo futebol e engrossou o coro dos que lamentaram a ausência da capital como sede da Copa. “Quem vê a pujança do estado, os espetáculos memoráveis que esse estádio já ofereceu, sabe que Belém poderia ser sede”, pontuou. Em seguida, Marin homenageou o Coronel Nunes com um distintivo de ouro.

De maneira sucinta, ele deu ainda a sua versão sobre a história do empréstimo envolvendo a Portuguesa e o repasse de R$ 4 milhões da CBF, condicionado à permanência do clube na Série B. “O presidente da Portuguesa procurou a CBF para um empréstimo. Eu disse como digo a todos os clubes, que enviasse um ofício à entidade, como fazem todos, e ele seria encaminhado aos departamentos competentes. A CBF vai aguardar o pronunciamento da justiça. Agora, de antemão, a CBF vai lutar para manter a situação atual, ou seja, de 20 equipes em cada série, com exceção da Série D, que tem 40”.

Zeca Pirão recepciona Marin, entrega camisa e faz pedido

Dentre os que aguardavam o desembarque do presidente da CBF, José Maria Marin, em Belém, estava o presidente do Clube do Remo, Zeca Pirão. Ele foi pessoalmente cumprimentar o dirigente e aproveitou para entregar uma pequena lembrança, além de barganhar a criação de uma competição em Belém, no período que antecede a realização da Copa do Mundo.

Pirão esteve acompanhado do responsável pelas vendas das camisas do clube, Fábio Bentes. Com ele, uma sacola contendo a camisa amarela, alusiva à conquista do tetracampeonato mundial de 1994, foi entregue ao dirigente em meio à conversa.

Logo depois, o presidente azulino fez um questionamento e lançou o pedido. “Eu disse para ele que aqui no Pará não tivemos a felicidade de sermos contemplados com a Copa. Então, nós gostaríamos que ele, na condição de presidente da CBF, criasse um torneio com os seis melhores clubes do Brasil, mais Remo e Paysandu, no período de um mês, de 15 de maio a 14 de junho”, disse.

O presidente da CBF se mostrou simpático à ideia, mas não garantiu, num primeiro momento, a realização do torneio. À tarde, em almoço oferecido à comitiva, o presidente Pirão teria feito um pedido de empréstimo à entidade, no valor de R$ 1 milhão de reais, mas a informação não foi confirmada pelo dirigente.

(Diário do Pará)

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