Times embalados atraem bom público ao Re x Pa

17/02/2014

 

As vitórias na Copa Verde, a classificação tranquila e a queda do preço do ingresso em relação ao último jogo parecem ter formado uma combinação muito atraente para o torcedor paraense. Mais de 22 mil pessoas tomaram as arquibancadas do Mangueirão, fazendo uma bela festa de cores, sons e vibração. Chamava atenção no meio dessas ondas de torcedores a presença forte de famílias e crianças. “Sempre que possível a gente vem em família e com amigos. É claro, a gente toma o cuidado de vir de carro, não tem como trazer os filhos num ônibus lotado, mas o Renan tem 3 anos e está vindo para o seu segundo Re-Pa” comentou o torcedor bicolor Diego Pinheiro, que foi com amigos e familiares pro estádio.

No lado azulino além de levar a família, o torcedor Marcio Barros confirmava que futebol não era coisa apenas para meninos e foi ao estádio acompanhado das suas duas filhas, Marcia, 9 anos, e Samara, 10. “Eu nem vinha hoje, mas elas exigiram tanto que tive que vir com elas. São loucas por futebol, sempre trago nos jogos de uma torcida só, hoje é o primeiro Re-Pa delas” disse o pai de família azulino, que avalia que as condições de segurança ainda não são as ideais, mas melhoraram bastante e esperava uma tarde tranquila.

Mas não eram apenas as crianças que encararam o longo traslado até o mangueirão enfrentando chuva e sol. Do alto de seus 76 anos de idade o “vovô” Domingos Trindade, mais conhecido como ‘Brias’, fazia questão de ir a campo. “Joguei futebol na base bicolor nos anos 50, do lado do Quarentinha, Carlos Alberto Urubu e outros craques, vi o Paysandu vencer o Peñarol por 3×0, não perco mais um Re-Pa decisivo de jeito nenhum” brincava o torcedor, que fazia pouco caso das adversidades. “Até tropecei lá fora e caí numa poça de lama, mas estou aqui em pé. Não temo nada não, que quem me protege é essa aqui”, dizia o vovô bicolor apontando para o terço de Nossa Senhora.

49 DETENÇÕES

Na avaliação dos organizadores, o sistema de segurança deste Re-Pa funcionou de forma muito eficiente. O imenso contingente de mais de 1.000 homens envolvidos no esquema de segurança conseguiu dar maior agilidade ao trânsito no interior do estádio e coibir atos de violência entre as torcidas.

“Fizemos 49 detenções, todas lavradas com Termo Circunstanciado de Ocorrência e encaminhados à jurisdição. Em sua maioria tivemos ocorrências por porte de equipamentos que poderia ser usado como armas, como rojões, pedras, facas e alguns casos de depredação do patrimônio”, afirmou o juiz auxiliar dos juizados especiais Cristiano Arantes. Ao todo foram julgados 39 processos nos Juizados Especiais do Torcedor, mas nenhum deles por delitos graves. “Uma operação policial coibiu muitas ações agressivas de torcedores já na fiscalização dos ônibus a caminho do estádio. Lá foram detidos a maioria dos objetos e ocorreram alguns casos de desacato a autoridade, a principal ocorrência entre os processos”, afirmou.

(Diário do Pará)

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