Caras novas apontam novo momento no Baenão

23/06/2014

 

O primeiro semestre de 2014 foi um divisor de águas para o Clube do Remo. Após sucessivas investidas fracassadas de dirigentes e diretores, a administração do presidente Zeca Pirão, que teve como braço forte novos diretores oriundos da Assoremo, conseguiu, graças a uma carrada de parcerias, mobilizar grandes remistas e dar uma estrutura invejável em mais de 100 anos de história.

A maior delas, talvez, tenha sido a que menos deu certo, justamente no futebol. Pirão bancou um elenco caro, que consumia religiosamente R$550 mil mensais, fora os acordos judiciais em curso, provocando uma verdadeira caça ao tesouro para honrar os compromissos. Ao final do primeiro semestre, a recompensa veio em forma de título e a conquista à vaga na Série D. Mas neste semestre, os dirigentes pretendem fazer o inverso.

Ao invés de contratações caras e medalhões, apostou-se em revelações e promessas do futebol. No lugar de Leandrão, que recebia aproximadamente R$ 50 mil reais, o Remo contratou o artilheiro e conhecido Rafael Paty. Em vez de Eduardo Ramos, o frustrado Camisa 33, veio Robinho, mais conhecido pelo futebol apresentado no Cametá. Dos mais de meio milhão de reais, o Remo espera diminuir em 50% o valor gasto com salários, projetando, acima de tudo, a conquista da 4ª divisão.

“Tudo valeu a pena porque ganhamos o título, estamos com a consciência tranquila, e vamos atrás de mais resultados.

Nossa preocupação inicial era garantir a rescisão de alguns jogadores, na melhor das intenções, nem sempre um jogador dá certo no clube, agora resolvemos reduzir. Dai partimos para a recomposição do elenco, dentro da nossa realidade”, explicou Thiago Passos.

(Diário do Pará)

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