Treinador voluntário realiza sonhos em Parauapebas

08/08/2014

 

No país do futebol, o sonho é ser jogador profissional. Com uniformes surrados, chuteiras velhas e bolas desgastadas, garotos treinam em campos de barros improvisados na aspiração de um dia ser como Neymar, Ronaldinho ou mesmo Pelé.

O DOL conversou com Antônio Francisco Fernandes, o Peninha. Cidadão morador de Parauapebas e interessado em realizar parte do sonho de alguns garotos do município. Mesmo com todas as dificuldades enfrentadas, encaram qualquer obstáculo pelo amor ao futebol. Em um campo irregular em uma área no ginásio de esporte da cidade, garotos de 10 a 15 anos, com equipamentos improvisados, recebem aulas gratuitamente.

Peninha treina garotos em Parauapebas pelo simples prazer em revelar talentos (Antônio Cícero/Diário do Pará)

“Tenho prazer em ajudar esses meninos a realizar o sonho de ser jogador. Vejo como uma das poucas formas do pobre crescer aqui no Brasil. Estamos trabalhando com material insuficiente. Precisamos de tudo: bolas, uniformes, meias, chuteiras. Daqui saíram jogadores para times do Brasil. O Rafaelson, do Vitória da Bahia treinou aqui quando criança e é o nosso maior exemplo”, conta.

Hoje no Vitória-BA, Rafaelson deu os seus primeiros passos no modesto Clube Imigrante Independente, treinado por Peninha (Divulgação/ E.C.Vitória)

Peninha garantiu que nunca recebeu nenhum tipo de ajuda financeira para custear os treinamentos. Os alunos sentem a dificuldade em praticar o esporte em situações adversas. “Há 17 anos treinando garotos ninguém ofereceu ajuda. Acredito que contribuímos muito com o social, pois tiramos essa juventude das ruas de Parauapebas. O trabalho não vai parar”, garantiu Peninha.

Ainda segundo o treinador, são 140 alunos que recebem aulas gratuitamente todos os dias da semana, nos turnos da manhã e da tarde.

(Ronald Sales/DOL)

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