Preconceito de torcida carioca não atinge o Papão

21/08/2015

 

De acordo com o IBGE, a região Norte é a que concentra o maior número de indivíduos indígenas, 305.873 mil, sendo aproximadamente 37,4% do total, segundo Censo 2010. E há quem pense que os paraenses não se orgulham disso.

Mais uma vez o termo “índio” é usado de forma preconceituosa e racista. Alguns torcedores do Fluminense postaram nas redes sociais frases duvidosas contra o time do Paysandu. As equipes se enfrentaram pela quarta fase da Copa do Brasil na noite de ontem, no estádio Maracanã, local que, inclusive, tem nome de origem Tupi.

Veja alguns comentários:

 

(Reprodução/Twitter)

(Reprodução/Twitter)

(Reprodução/Twitter)

Em resposta às ações preconceituosas da torcida do time das Laranjeiras, a diretoria bicolor lançou uma campanha “Atenção, homem branco, quarta-feira você vai conhecer a força da torcida bicolor”.

O presidente do PSC, Alberto Maia, garante que os comentários não atingem o time e a Fiel. “Isso não incita ódio a ninguém, temos orgulhos da nossa origem, de sermos índios, paraenses e bicolores. E vamos mostrar isso na próxima partida, lotando o Mangueirão e apoiando o nosso time”, disse.

No lado do Fluminense, tem o bragantino Lucas Gomes, que substituiu o craque Ronaldinho Gaúcho, aos 25 do segundo tempo. O paraense diz que nunca sentiu esse tipo de discriminação.

“Quando eu escuto pessoas falando algo ruim do Pará, finjo que não ouvi, porque realmente são pessoas que não conhecem nosso Estado. Mas nem aqui, no Rio, e nem em nenhum clube que eu passei sofri preconceito. Tenho muito orgulho da minha terra e não escondo isso de ninguém”, finalizou.

(DOL)

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