Remo e Paysandu: No coração de todo paraense!

10/01/2016

 

Diz o dito popular que quem vem ao Pará, parou, tomou açaí, ficou. Se o visitante aqui ficou é inevitável que seja contagiado por uma das maiores paixões do povo local: o Re-Pa, clássico mais jogado na história do futebol mundial, digno de registro no Guinness Book. Até hoje foram disputadas 733 partidas, superando o chamado “Clássico Vovô”, o dérbi mais antigo do Brasil, iniciado em 1905, que coloca frente a frente Botafogo-RJ e Fluminense-RJ. Dia de Re-Pa representa a divisão do Pará ao meio, com Leão e Papão mantendo, desde 1914, uma rivalidade que parece eterna. Com tamanha grandeza, o clássico já ultrapassou as fronteiras do estado e até do Brasil.

 

A grande disputa entre azulinos e bicolores teve início no dia 14 de junho de 1914, quando as equipes se enfrentaram no estádio da empresa Ferreira & Comandita, praça de esporte que hoje pertence ao Paysandu, que a denominou de estádio Leônidas Sodré de Castro. A partida, que, claro, ainda não tinha a popularidade de hoje, terminou com a vitória do Remo, por 2 a 1, gols de Rubilar e Bayma (contra), com Mathews descontando para os donos da casa. Era o início de uma rivalidade que já se arrasta por mais de um século, cheia de histórias e jogos inesquecíveis, alguns deles motivos de orgulho até hoje para os torcedores.

 

Os 7 a 0 “aplicados sem pena no maior rival”, como diz uma das músicas em homenagem ao clube, é, por exemplo, uma espécie de ícone para a torcida do Paysandu, sempre que o assunto é Re-Pa. Mas, do outro lado, se o Remo jamais chegou a placar tão expressivo em confrontos com o arquirrival na era profissional, também não faltam grandes feitos conquistados no clássico. Um deles diz respeito à série de 33 confrontos sem derrota diante do Papão, martírio que os bicolores tiveram que engolir garganta abaixo por quase cinco anos.

 

Com tanto apelo popular, Remo e Paysandu continuam sendo os principais protagonistas em disputas locais, como o Campeonato Paraense, no qual o Papão conta com 45 títulos, contra 44 de seu principal oponente. Grande parte dessas conquistas conseguidas em duelos envolvendo as duas equipes de maior expressão no estado. Rivalidade que deve ser ainda maior este ano, com os azulinos tentando se igualar a marca dos bicolores, que sonham manter a dianteira na contagem de títulos locais. Motivo a mais para o torcedor lotar os estádios neste ano festivo para a capital paraense.

 

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(Nildo Lima/Diário do Pará)

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