Presidente azulino pode ser afastado

21/09/2016

Uma das principais características do Clube do Remo é ter os seus bastidores bastante agitados. E, após a eliminação da equipe na Série C, parece que o clima vai ficar pesado, já que o Conselho Fiscal (Confis) quer afastar o atual presidente azulino, André Cavalcante, com acusações de gestão temerária.

 

Segundo informações, o Confis teria solicitado as prestações de contas ao mandatário azulino, porém, Cavalcante ainda não havia apresentado esta documentação. Desta forma, o presidente do Confis, Heitor Freitas, solicitou ao presidente do Conselho Deliberativo, Manoel Ribeiro, a convocação de uma reunião extraordinária para definir o futuro de André Cavalcante no Remo.

 

A expectativa é que o Condel se reúna na semana que vem e, caso a decisão seja acatada, André Cavalcante será destituído do cargo e Manoel Ribeiro assume a presidência até as próximas eleições, programadas para a segunda semana de novembro.

 

OUTRO LADO

 

O diretor comercial do Clube do Remo, Jader Gaderline, deu a sua versão sobre essa questão da prestação de contas. “Nós estamos à frente disso. Aderimos ao Profut, mas precisamos fazer as contabilidades dos cinco últimos anos. Só que não tinha nada. Ficamos de março a junho correndo atrás disso para que fosse resolvido. Porque era necessário que fosse feito. Nós entregamos ao Profut e está tudo regularizado”, afirmou o diretor.

 

Jader ressalta que o trabalho feito pelo Confis é importante, porém, diz que essa “pressão” só ocorreu porque o Leão saiu da Terceirona. “Se estivéssemos classificados estaríamos em outra situação. Eu achei que foi demais. Eu estou lá para conversar com qualquer um deles. Tudo está aberto para ser resolvido”, encerrou o dirigente azulino.

 

ELEIÇÕESPODEM SER ANTECIPADAS

 

Com a eliminação precoce do Remo na Terceirona, o Leão Azul ficará sem disputas no futebol profissional até o final do ano. Sem a principal fonte de renda dos azulinos, o seu torcedor nas arquibancadas, os remistas estão buscando alternativas para conseguir o dinheiro e até antecipar as eleições presidenciais do clube foi cogitado para que a nova gestão inicie logo o planejamento para a próxima temporada. Porém, é bem difícil que isso ocorra, pois é necessário que se respeite o estatuto do clube. André Cavalcante foi eleito de forma democrática, ocupa um mandato tampão e, por isso, ele deve ficar até final, caso não seja afastado (leia a matéria ao lado) do comando.

 

Lembrando que com a eleição extraordinária no início do ano, o planejamento remista atrasou bastante e a diretoria demorou a ajustar o time para as competições deste ano, provocando graves consequências, como as eliminações de todas as competições que o time disputou. Enquanto isso, a direção azulina segue atrás de recursos para pagar os meses atrasados aos jogadores.

 

(Café Pinheiro/Diário do Pará)

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