Fiel não acredita em derrota bicolor para o Galo

01/02/2017

 

O gigantesco gramado do estádio Navegantão, de 110m x 75m, ganhou dimensões bem menores no telão de 1,50m x 1,20 instalado no local. As arquibancadas foram trocadas pelas tradicionais mesas de bar, todas cercadas de torcedores vestindo a camisa bicolor. E nem poderia ser diferente, afinal o Bar da Fiel é um tradicional ponto de encontro de torcedores do Paysandu, que, ontem à noite, se reuniram certos de que festejariam a segunda vitória do time no Parazão, mas, ao final dos 90 minutos, o Independente acabou fazendo o seu dever de casa, vencendo por 1 a 0, com um gol de Magno, em cobrança de pênalti.

 

Torcedores que, por um motivo ou outro, não puderam ir a Tucuruí assistir ao vivo o time do coração jogar buscaram, como de costume, alternativas para acompanhar o Papão. E umas dessas alternativas, como não poderia deixar de ser, foram os muitos bares espalhados por Belém. Um deles, o Bar da Fiel, que não chegou a receber um grande público. “Já tivemos jogo que não se podia nem caminhar aqui dentro”, contou José Alves, o Piauí, dono do estabelecimento, junto com a esposa, Lurdes Viana, a Lurdinha, funcionária do Paysandu.

 

Os primeiros minutos foram marcados pela tensão dos torcedores. O Galo era superior, criando algumas poucas chances de gol. A letargia do Papão não agradava aos frequentadores do bar. “Os caras estão vendo o adversário jogar”, reclamou Luis Cláudio Santos.

 

Nas poucas vezes em que o torcedor ficou com o grito de gol entalado na garganta, Leandro Cearense quase abriu o placar. Quando o jogo era equilibrado, um lance polêmico: Magno caiu na área pedindo pênalti de Fernando Lombardi. O árbitro não deu bola. “Não foi nada. O cara já foi se jogando antes do nosso zagueiro chegar ao lance”, opinou Ajax de Albuquerque.

 

Depois de um primeiro tempo insosso, o torcedor esperava mais na segunda etapa. O Paysandu até começou bem, tendo maior volume de jogo. Mas, embora tivesse as rédeas da partida nas mãos, os bicolores não conseguiam chegar ao gol. “Falta trabalhar mais a bola”, ensinava o ‘técnico’ Augusto Rodrigues, que estava apenas de passagem pelo bar.

 

Quando tudo indicava que o jogo não teria vencedor, aos 35 minutos, Lombardi fez pênalti em Magno, que não desperdiçou a cobrança, calando os bicolores, que não tardaram a deixar o bar, acabrunhados, é claro.

 

A noite não era bicolor

 

Cabisbaixos e nem acreditando no que havia acabado de protagonizar, a primeira derrota do time no Parazão. Assim, os jogadores do Paysandu deixaram o gramado do Navegantão, ontem à noite, após a derrota frente ao Galo.

 

O lateral-direito Ayrton admitiu que o time não teve competência para furar o ‘cinturão’ montado pelo técnico Léo Goiano. O adversário, na opinião do defensor, evitou sair para o jogo, passando quase o tempo todo nas ‘cordas’. “Pecamos. Eles ficaram todos lá atrás e não conseguimos penetrar”, reconheceu. “Num contra-ataque eles conseguiram chegar ao pênalti e consequentemente a vitória”, completou.

 

O jogador pediu mais atenção ao time nos próximos jogos. “Não podemos continuar levando essas bolas de contra-ataques”, alertou. “Precisamos ter mais atenção, pois ainda temos muitos jogos pela frente”, concluiu.

 

O presidente Sérgio Serra, que assistiu ao jogo no estádio, evitou responsabilizar o gramado pela derrota. “Não vou reclamar das condições do campo. O time deles se postou muito bem defensivamente. Tivemos poucas oportunidades”, analisou.

 

Afônico, o técnico Marcelo Chamusca também falou sobre a atuação de sua equipe. “Tivemos o controle do jogo durante quase todos os 90 minutos, mas faltou inspiração ofensiva”, constatou.

 

(Nildo Lima/Diário do Pará)

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